MesaEstudantesTodosZé MárcioDSC 4990ArtistasAlunos do Centro de Ensino Paulo Freire, escola pública da rede estadual localizada no bairro Conjunto Habitacional Turu, em São Luís, participaram da atividade “Encontro de Vidas: diálogo entre promotores de justiça e adolescentes”, realizada na manhã desta quinta-feira, 21, no Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão.

Além da roda de conversa com membros do MPMA, promovida no auditório do Centro Cultural, os 21 estudantes do 1º ano do ensino médio participaram de oficinas de pintura e cerâmica, ministradas, respectivamente, pelos artistas Fábio Vidotti e Vítor Rodrigues. 

As ações fazem parte do projeto Escutar para Transformar, implementado pelo Programa Comunitário em Mediação e Práticas Restaurativas do MPMA (MP na Comunidade) em parceria com o Clube de Mães Mateus, o Centro de Referência da Assistência Social do Turu e a Universidade Federal do Maranhão. Além do curso de pintura e cerâmica, os estudantes participam de oficina de literatura.

Conversaram com os estudantes os promotores de justiça Vicente de Paulo Martins (da Promotoria de Justiça Itinerante), Elyjeane Carvalho (integrante da Escola Superior do Ministério Público do Maranhão – ESMP) e José Márcio Maia Alves (diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais), que proferiu palestra sobre medição e práticas restaurativas a partir da trama do livro “Um Beiral para os bentevis”, do escritor maranhense Josué Montello.

Também se pronunciaram a assistente social Aládia Chaves de Oliveira (servidora do MP) e a diretora do Clube de Mães Mateus, Fernanda Albino.

SONHO

A promotora de justiça Elyjeane Carvalho parabenizou todos os participantes do projeto e ressaltou a importância das atividades presenciais no Centro Cultural do MPMA. “É um momento para sonhar, porque toda realização começa com um primeiro passo, que é um sonho. Nesse momento, vocês estão tendo a oportunidade de aprender com os artistas. Depois desse período tão longo de casa vazia, é muito bom que a gente volte a se encontrar e desenvolver projetos de forma presencial”, disse.

No mesmo sentido, o promotor de justiça Vicente de Paulo Martins destacou a importância do sonho para a realização profissional e a concretização dos objetivos de vida. Para isso, citou uma reflexão do poeta gaúcho Mário Quintana: “A vida não basta ser vivida, precisa ser sonhada”.

E completou: “Se a gente não sonha, a gente não tem objetivos, a vida não tem sentido. Por isso, continuem sonhando, lutem pelos sonhos de vocês”.

Para exemplificar a importância da Justiça Restaurativa, José Márcio Maia Alves abordou a história do romance “Um Beiral para os bentevis”, que se passa principalmente na São Luís dos anos 60 e conta a trajetória da família do patriarca Venâncio, cuja mágoa com a neta Magda se prolonga por boa parte de sua vida.

“O Venâncio Sezefredo viveu a vida dele amargurado com a neta Magda. A igreja tentou sem sucesso restaurar o laço entre eles, e não existia nenhuma instituição com qualificação e expertise para fazer isso. Estou contando essa história para vocês porque às vezes, na vida da gente, nós mesmos não conseguimos restaurar relações que são importantes para a gente, que são fundamentais para o nosso crescimento espiritual, familiar e profissional. É preciso que estejamos atentos à necessidade de restaurar laços, e a Justiça Restaurativa trata disso. Práticas restaurativas e atividades mediadoras de conflitos são importantíssimas”, completou destacando um dos focos do trabalho atual do Ministério Público.

Logo depois, os estudantes participaram das oficinas de pintura e cerâmica. As atividades do projeto Escutar para Transformar são realizadas com o apoio da Rede de Atendimento Integral nos bairros da Divineia, Sol e Mar, Vila Luizão e Habitacional Turu, território que será contemplado com um Núcleo Comunitário de Mediação e Práticas Restaurativas do Ministério Público.

Redação e fotos: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)

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