Mesa copyParticipantesKarlaRobertoCamarãoFoi encerrado nesta sexta-feira, 19, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em São Luís, o Encontro Maranhense de Educação Ambiental e Mudanças Climáticas. Os trabalhos foram concluídos com a leitura, discussão e aprovação da Carta do Maranhão, que apresenta ações, iniciativas sustentáveis e metas ambientais no território maranhense.

O documento foi apresentado pelo coordenador do Fórum de Educação Ambiental, Sálvio Dino Júnior, destacando o desafio maranhense na execução de metas para reduzir emissões de gases provenientes do desmatamento e degradação florestal.

A carta destaca que o desafio quanto à variação de biomas, a extensão territorial e a consciência ambiental diante das diretrizes legais para o Maranhão ser considerado plenamente sustentável.

O coordenador enfatizou, ainda, que a diversidade da fauna e flora se completam e todos devem ter suas peculiaridades consideradas na execução dos instrumentos que viabilizam uma mudança real.

“Considerando a extensão territorial, o Maranhão necessita de um sistema integrado, descentralizado e fortalecido o mais urgente possível tanto a nível dos municípios quanto a nível estadual para que, efetivamente, a nível subnacional, possamos protagonizar a inibição severa da ilegalidade que tanto assola o meio ambiente nos desmatamentos ilegais, tráfico de animais, exploração minerária irregular e tantos outros atos predatórios”, assinalou o documento.

Outros aspectos evidenciados são a educação ambiental como pilar de todas as ações públicas, privadas, sociais e econômicas; gestão e gerenciamento das águas; e construção de um novo modelo de desenvolvimento baseado na economia de baixo carbono, ampliação das cadeias produtivas e geração de negócios e empreendimentos com base em ativos ambientais.

Ao sintetizar os debates do evento, Sálvio Dino ressaltou o aspecto interinstitucional e a representatividade das instituições participantes e a participação de 1.356 agentes jovens ambientais em todo o Maranhão. Eles participaram, de seus municípios de origem, por meio virtual. “Além disso, precisamos avançar na elaboração dos planos municipais de educação ambiental e fortalecer os órgãos ambientais no âmbito estadual”.

Na avaliação da diretora da Escola Superior do MPMA, Karla Adriana Farias Vieira, o encontro permitiu o debate, a troca de experiências sobre a questão ambiental e a busca por uma atuação coletiva. “Nesses dois dias tivemos diálogos com posturas diversas e construímos consensos. Não vamos perder nenhum de nós porque não somos tantos assim”, referindo-se à necessidade de união e ações conjuntas.

No mesmo sentido, o vice-presidente do Conselho Estadual de Educação, Roberto Mauro Gurgel, abordou a necessidade de aproveitar o espaço de interação promovido pelo Encontro de Educação Ambiental para obter resultados práticos. “O mundo pede a nossa responsabilidade, a nossa compreensão”. A opinião foi compartilhada pela coordenadora da Escola Ambiental, Cricielle Muniz: “A responsabilidade é coletiva”.

A secretária executiva dos Conselhos Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Maranhão, Ana Cristina Cardoso Fontoura também participou da conclusão dos trabalhos e agradeceu a receptividade do Ministério Público do Maranhão.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A programação teve a mesa de debate “Educação ambiental e a questão das mudanças climáticas”. Na avaliação do secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, a educação ambiental não pode começar apenas no ensino médio e nas universidades, mas sim na educação infantil e também considerar o saber tradicional de índios e quilombolas. “A educação ambiental precisa ser materializada em práticas ambientais”.

A mesa contou com a apresentação do idealizador e executor do projeto “Reflorestando o Mundo”, Luzio Costa Rocha; além da apresentação de Galdino Gusmão, da Escola Ambiental do Maranhão; Wenderson Vasconcelos, presidente do Movimento Popular de Lutas Urbanas de São Luís; Mauro Carramilo Junior e Reginaldo Bordalo apresentaram a experiência do Fórum em Defesa da Área de Proteção Ambiental Itapiracó.

O procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, abriu a programação do dia. O agente jovem ambiental Rafael Costa presidiu a mesa, representando todos os agentes jovens dos 217 municípios maranhenses. 

Redação e fotos: CCOM-MPMA

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