Laço Novembro Azul
DSC 0090DSC 0054O chefe do Ministério Público do Maranhão, Luiz Gonzaga Martins Coelho, participou na manhã desta quinta-feira, 6, no hall do Fórum Desembargador Sarney Costa, da abertura oficial da II Semana Estadual de Valorização da Mulher, promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Participaram também da solenidade magistrados, representantes da Defensoria Pública do Estado, OAB e dos Executivos Municipal e Estadual.

O objetivo da semana é fortalecer a prestação jurisdicional e o enfrentamento da violência contra a mulher.

A coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Ângela Salazar citou estatísticas de violência à mulher no país e conclamou para o combate efetivo deste tipo de situação. “A violência contra as mulheres expressa as relações desiguais de poder, a cultura do machismo e do patriarcado construída historicamente em nossa sociedade, significando assim em opressões de raça, gênero, intolerância. Precisamos de diálogos e articulações permanentes entre instituições, governos e associações comprometidas com os direitos humanos”, avaliou.

Luiz Gonzaga Martins Coelho parabenizou o Tribunal de Justiça pela iniciativa e destacou o papel da mulher na sociedade. “Infelizmente ao longo da história, a sociedade machista tem tratado com desrespeito e intolerância as mulheres. Por isso, a importância de iniciativas como essa, para despertar a consciência e trabalhar a prevenção”, declarou o procurador-geral de justiça.

Na ocasião, a desembargadora Ângela Salazar pediu um minuto de silêncio, em memória de Andréa Miranda Teixeira, de 36 anos de idade, que trabalhava no Fórum Desembargador Sarney Costa, como ascensorista no elevador do prédio. Ela foi assassinada em 22 de junho deste ano, a golpes de facão pelo ex-marido, no bairro do Coroadinho. A mãe da vítima, Ana Paula Miranda Teixeira, participou do evento e lamentou a perda tão abrupta da filha. “Nós morremos junto com ela. Só Jesus para nos consolar. Minha filha era alegre, trabalhadora, sempre sustentou a casa e as filhas. Sempre esperou que aquele homem fosse mudar. Mas ele só piorou. Nós queremos justiça”.

No hall do Fórum, foram instalados diversos painéis, com detalhes de histórias de violência contra mulheres colhidas nos processos judiciais em trâmite nas varas da Mulher, Criminal e Tribunal do Júri. Entre eles, estupros, agressões, sequestros etc.

Como parte da programação, o corpo de ballet do Ateliê Contemporânea fez uma apresentação, sobre um trecho da história de Barbara Penna, uma jovem de 23 anos de idade que sobreviveu depois de ter 40% do corpo queimado num incêndio provocado pelo companheiro, no ano de 2013 em Porto Alegre. Na ocasião, ela perdeu seus dois filhos.

MAPA DA VIOLÊNCIA

Dados do Mapa da Violência de 2015 apontam que, entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, um incremento de 21% na década, o que equivale a 13 homicídios femininos diários. Em termos regionais, o Nordeste se destaca pelo elevado crescimento de suas taxas de homicídio de mulheres. São Luís ocupa o 11º no ranking do país.

Redação: Daucyana Castro (CCOM-MPMA)

Fotos: Fernando Costa (CCOM-MPMA)

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