
Como parte de uma série de visitas que estão fazendo às comarcas do interior, a procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, a corregedora-geral de Justiça, Selene Coelho de Lacerda e a subprocuradora-geral para assuntos administrativos, Regina Maria da Costa Leite reuniram-se na última terça-feira, 28, com promotores de Justiça de Imperatriz e o prefeito do município, Sebastião Madeira.
A reunião discutiu a ausência de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em número suficiente para atender a demanda local e regional, no âmbito da saúde pública no município de Imperatriz, e a falta de estrutura no Hospital Municipal Socorrão.
O encontro teve a participação dos promotores de Justiça Alline Matos Pires, Cássius Guimarães Chai, Ilana Franco Boueres, Jadilson Cirqueira de Sousa e Giovanni Papini Cavalcanti.
Na reunião, ficou acertado que as ações para cobrar a gestão pactuada da saúde pública municipal, conforme determina a Constituição Federal, será acompanhada pelos promotores de Justiça em conjunto com a administração superior do MPMA. Em Imperatriz, o número de leitos de UTI e a ausência de outros tratamentos especializados, que deveriam ser oferecidos pela prefeitura, causam impacto negativo na vida da população, inclusive com grande número de mortes.
Para debater o cumprimento da gestão compartilhada entre Estado e Município, e alternativas para solucionar os graves problemas no âmbito da saúde pública da cidade, será marcada, na próxima semana, uma reunião entre representantes do Ministério Público e o secretário de estado de saúde, Ricardo Murad. O principal objetivo é garantir a manutenção do repasse de 100 milhões de reais para a construção do Hospital Regional de Imperatriz, obra que permitirá um melhor atendimento à população.
Na ocasião, o prefeito Sebastião Madeira solicitou o apoio do Ministério Público para auxiliar na resolução do problema. Segundo ele, o governo estadual maranhense tem a obrigação de atender a região tocantina. “A responsabilidade não é apenas do município e também compartilhada com o estado”, argumentou.