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Comunidade da Vila Esperança recebe a Promotoria Itinerante

Publicado em 28/04/2011 08:13 - Última atualização em 03/02/2022 16:35

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Com o objetivo de solucionar os problemas coletivos e também demandas individuais dos moradores da Vila Esperança e das comunidades adjacentes, a 10ª Promotoria Itinerante de São Luís realizou nesta quarta-feira, 27, a audiência pública de instalação da Unidade Móvel do MP, na Associação dos Moradores da Vila Esperança(Praça Marly Sarney, nº 10).

A procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, participou da solenidade de abertura e ressaltou a importância da mobilização das comunidades em prol da busca de soluções para os problemas da sociedade, principalmente por meio da mediação de conflitos.

“Esta audiência pública para a instalação da Promotoria Itinerante é fundamental para conhecermos as questões emergenciais e buscarmos junto ao poder público as soluções para os problemas da comunidade. Neste encontro com os moradores da Vila Esperança temos como objetivo resgatar a dignidade garantindo direitos fundamentais, como por exemplo, o da moradia”, frisou a procuradora-geral.

Atuando desde julho de 1998, em São Luís, a Promotoria Itinerante já realizou milhares de atendimentos em diversas comunidades, entre elas: Anjo da Guarda, Vila Embratel, Jardim América, Ilhinha, Vicente Fialho, Jardim São Cristóvão, Bequimão, Pão de Açúcar, Recanto dos Pássaros, João de Deus e Sol e Mar, Vila Nova.

“A presença do Ministério Público nas comunidades é uma das ferramentas mais eficazes na solução de problemas sociais e de demandas relacionadas à ausência do poder público. Vamos atender durante noventa dias uma população que clama por seus direitos, e ela vai ter todo o empenho do Ministério Público na missão de garantir esses preceitos constitucionais de cidadania”, enfatizou o promotor de Justiça Vicente de Paulo Silva Martins, titular da 10ª Promotoria Itinerante de São Luís.

Durante a audiência pública na Vila Esperança as principais reivindicações apresentadas pelas lideranças comunitárias e pelos moradores foram: falta de infraestrutura na comunidade e nos bairros vizinhos; transporte público insuficiente e que não é atendido no Terminal do Distrito Industrial; irregularidade no abastecimento d’água para os moradores da região; postos de saúde sem medicamentos e com um número reduzido de médicos; superlotação de salas de aulas da rede pública de ensino.

A Vila Esperança, localizada na zona rural da capital, possui cerca de 2 mil famílias residindo no bairro. O presidente da Associação de Moradores, Francisco das Chagas Santos, na ocasião da audiência, ressaltou que um dos grandes problemas da comunidade, além das questões da carência no atendimento à saúde, educação e infraestrutura, é a questão da regularização fundiária, na qual os moradores lutam pelo título de propriedade da terra. “Lutamos muitos pela vinda do Ministério Público. Há dez anos não recebemos serviço de infraestrutura do poder público”, declarou.

Já a moradora Alaúde Oliveira dos Anjos se queixou da falta de segurança pública. “Além de não ter um posto policial fixo aqui, não tem ronda da polícia, tráfico de drogas e assaltos são uma constante”, denunciou.

Redação: Michele Cervèira (CCOM-MPMA)