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IMPERATRIZ – Documentário discute transformação de prédio público abandonado em espaço cultural

Publicado em 01/11/2012 11:53 - Última atualização em 03/02/2022 17:09

Documentário SOS Bairro CaemaO lançamento do documentário em curta metragem SOS Bairro Caema, no último dia 22, no Teatro Ferreira Gullar, é mais uma iniciativa do Movimento Cultural de Imperatriz (MCI), que conta com o apoio do Ministério Público do Maranhão, Poder Judiciário e Universidade Federal do Maranhão.

Com 16 minutos de duração, o vídeo denuncia o abandono do prédio da antiga estação de tratamento da Companhia de Águas e Esgoto do Maranhão (Caema), que serve atualmente como ponto de consumo e comercialização de drogas, ao mesmo tempo em que expõe a preocupação dos moradores com o preconceito que sofrem por viverem em área considerada violenta e defende a transformação do espaço em um centro cultural.

Um dos idealizadores do MCI, o promotor de justiça João Marcelo Trovão, titular da Promotoria da Infância e Juventude de Imperatriz, apresenta no documentário depoimento sobre o histórico do problema e a defesa da ampliação dos investimentos de recursos públicos em cultura como alternativa para tirar crianças e adolescentes da marginalidade. “A transformação do prédio em espaço cultural seria uma reviravolta na situação da comunidade, que poderia resolver o problema do tráfico, resgatar jovens envolvidos no mundo do crime e fomentar a cultura”, opinou.

APOIOS

Criado há um ano, o Movimento Cultural de Imperatriz já realizou audiência pública na Câmara de Vereadores para debater a questão, quando também obteve o apoio da casa para a transformação do prédio da Caema, abandonado há 20 anos, em centro cultural.

O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, após assistir ao filme nesta semana, comprometeu-se a apoiar o movimento, assim como os secretários de estado Luís Fernando (Casa Civil) e Hildo Rocha (Articulação Política). Em recente visita à cidade, os secretários solicitaram ao MCI o envio do projeto ao Governo do Estado para ser analisado.

O MCI já expôs em carta entregue pessoalmente à governadora Roseana Sarney a ideia, que detalha que, no centro cultural projetado, seriam preservadas as características arquitetônicas e históricas do prédio, para abrigar teatro para 600 pessoas, sala de cinema, galeria de arte, biblioteca, oficinas de artes, espaço para apresentações diversas, amplo estacionamento, dentre outros aspectos.

 

Redação: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)