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Réus envolvidos na morte de servidor da Seduc são condenados

Publicado em 04/12/2013 15:48 - Última atualização em 03/02/2022 17:22

logo mpOs responsáveis pelo assassinato do superintendente administrativo da Secretaria de Estado da Educação, José Maria Chagas Barbosa, foram condenados pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara da Comarca de São Luís, na terça-feira, 3. O crime foi cometido em 1998.

O mandante Ângelo dos Reis Calçado foi condenado a 28 anos de reclusão em regime fechado, o autor José Almir Silva Mendes (soldado da PM reformado) e o agenciador José Gonçalves de Oliveira (também sargento da PM reformado), conhecido como Zito, a 24 anos e seis meses. Este último poderá recorrer da decisão em liberdade.

José Maria Chagas Barbosa investigava e combatia esquemas de corrupção na Secretaria de Educação, que desviavam combustíveis e materiais de expediente.

Na sessão do Tribunal do Júri, o Ministério Público foi representado pelos promotores de justiça Carlos Henrique Vieira e Carlos Róstão Martins Freitas. Proferiu a sentença o juiz Gilberto de Moura Lima.

Os condenados Ângelo dos Reis Calçado e José Almir Silva Mendes encontram-se foragidos. O juiz decretou a prisão preventiva dos dois.

EMBOSCADA

José Maria Chagas Barbosa foi morto aos 60 anos com cinco tiros, na noite do dia 17 de abril de 1998, na porta de casa, no bairro Renascença II.

Ele foi emboscado por um pistoleiro encapuzado, apontado como José Almir Silva Mendes. A vítima estava dentro de um carro da secretaria, quando foi alvejado com um tiro no abdômen, dois no pescoço e outros dois no rosto. Morreu a caminho do hospital.

ESQUEMA

Incomodado com as investigações feitas por José Maria Chagas Barbosa, Ângelo Calçado, então chefe do setor de transportes da Secretaria de Educação, contratou o agenciador, José Gonçalves de Oliveira, que, por sua vez, encomendou o assassinato a José Almir Silva Mendes.

“José Maria Chagas Barbosa foi um servidor exemplar, que combatia fraudes e irregularidades. É um exemplo a ser seguido”, afirmou o promotor de justiça Carlos Róstão Martins Freitas.

Redação: CCOM-MPMA