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Crimes na administração pública são debatidos na reunião do GNCOC

Publicado em 15/08/2014 14:39 - Última atualização em 04/02/2022 15:57

escolhida gnecocescolhida gnecoc 3escolhida gnecoc 2escolhida gnecoc 4 A programação da manhã desta sexta-feira, 15, da Reunião do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em São Luís, foi iniciado com o Seminário da Escola Nacional do GNCOC, com a exposição do caso prático “Operações de combate ao crime organizado na administração”, feita pelo promotor de justiça e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, João Santa Terra.

Santa Terra destacou o avanço com a nova lei do crime organizado, a Lei 12.850/2013, que definiu parâmetros legais sobre a esfera criminal. “Apesar dos progressos, precisamos avançar ainda mais. As penas aplicadas nos casos de corrupção são extremamente baixas em relação ao dano social, que é incomensurável”.

Promotores de justiça de diversas comarcas do Maranhão puderam tirar dúvidas sobre técnicas de investigação e mecanismos para identificar fraudes na administração pública. “Ao compartilhar as iniciativas exitosas, o Ministério Público amplia o acesso a informações estratégicas de combate ao crime”, avalia o coordenador nacional do GNCOC, Héverton Alves de Aguiar.

Na opinião da diretora da Escola do GNCOC e promotora de justiça do Rio Grande do Norte, Patrícia Antunes Martins, é preciso disseminar, no âmbito do MP brasileiro, a cultura da investigação como princípio objetivo. O corregedor-geral do MPMA, Suvamy Vivekananda Meireles, e a diretora da Escola Superior do Ministério Púlico, Ana Teresa Silva de Freitas também participaram da mesa de abertura do evento.

No mesmo sentido, o coordenador do Gaeco do Maranhão, Marco Aurélio Cordeiro Rodrigues, destacou o esforço do Ministério Público em treinar os promotores para lidar com questões relacionadas à segurança. “Além do trabalho de investigação, objetivamos o aumento da segurança institucional”.

Já o presidente da Associação do Ministério Público do Maranhão (Ampem), José Augusto Cutrim Gomes, enfatizou o intercâmbio dentro do MP e o papel da instituição na configuração democrática. “O Ministério Público atua para dar equilíbrio à democracia brasileira”.

No encerramento do evento, a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, agradeceu o empenho do GNCOC e do Gaeco Maranhão na organização da reunião e destacou a participação de representantes de todo o Brasil.

Para a presidente do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais (CNPG) e  procuradora-geral do Distrito Federal e Territórios, Eunice Carvalhido, a interação dentro dos ramos do Ministério Público brasileiro é essencial para o fortalecimento da instituição. Ela elogiou o MPMA pelo apoio às ações do GNCOC e estruturação do Gaeco. “O Ministério Público do Maranhão se projeta, cada vez mais, como uma instituição eficiente em suas ações”, afirmou.

Redação e fotos: Johelton Gomes (CCOM MPMA)