Na manhã desta sexta-feira, 29, 10 adolescentes de diversos bairros de São Luís e seus familiares foram recebidos pela promotora de justiça Fernanda Helena Nunes Ferreira (da 6ª Promotoria da Infância e da Juventude), pelo juiz José dos Santos Costa (2ª Vara da Infância e da Juventude), pelo defensor público Murilo Guazelli e, ainda, por representantes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), entre outros órgãos de assistência.
O encontro faz parte do Projeto Acolher que, por meio do Ministério Público, Poder Judiciário e Defensoria Pública, promove toda última sexta-feira de cada mês, no Fórum da Capital, a apresentação ao Creas de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.
O objetivo é mostrar ao adolescente e seus familiares a importância da medida para a sua reinserção social e as consequências do descumprimento, evitando a reincidência e o cumprimento de sanções mais severas.
Outra finalidade é estabelecer o primeiro contato do adolescente com aqueles que vão acompanhá-lo durante a execução da medida socioeducativa.
Na audiência, são apresentados adolescentes que vão cumprir medidas em meio aberto de liberdade assistida e de prestação de serviços à comunidade.
“Esta é uma oportunidade de vocês não voltarem a praticar atos infracionais. Vocês sabem que existe um entendimento equivocado de que os responsáveis pelo aumento da violência são os adolescentes. Mas a gente sabe que as pessoas dessa faixa-etária são, principalmente, vítimas da violência”, frisou a promotora de justiça Fernanda Helena, aos presentes, ressaltando a ameaça do contexto social no qual vivem os adolescentes mais pobres.
O juiz José dos Santos Costa destacou que o adolescente deve se preocupar com o futuro, cumprindo a medida socioeducativa em meio aberto determinada pela justiça. “O Creas é uma continuidade do nosso trabalho. É necessário que vocês entendam que o descumprimento da medida tem consequências. Vocês têm que valorizar esta oportunidade para não terminar no meio fechado”.
O defensor público Murilo Guazelli enfatizou que a dedicação ao estudo é o melhor caminho para a transformação da vida das pessoas mais carentes e que o Creas oferece a inserção do adolescente na escola. “Sempre me lembro de uma frase que ouvia quando criança: ‘remédio de pobre é livro’. Portanto, não há outro caminho. A maneira de melhorar a vida é por meio da educação”, concluiu.
Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)