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MARIA DA PENHA EM AÇÃO – Capacitação de professores sobre violência doméstica é realizada na PGJ

Publicado em 21/05/2015 15:30 - Última atualização em 04/02/2022 15:57

Lançamento Campanha Maria da Penha Dra SelmaLançamento Campanha Maria da Penha ProfessorasLançamento Campanha Maria da Penha Dr PauloLançamento Campanha Maria da Penha KionaraLançamento Campanha Maria da Penha Vanilse Na manhã desta quinta-feira, 21, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, foi iniciada a capacitação de professores das redes de ensino estadual e municipal de São Luís sobre a Lei Maria da Penha.

A capacitação, por meio da apresentação de vídeos e palestras sobre violência doméstica, é parte da quarta edição da campanha permanente do Ministério Público do Maranhão, “Maria da Penha em ação: prevenção da violência doméstica nas instituições de ensino”. Programada para os três turnos, nesta manhã estiveram presentes 45 profissionais da educação.

Cada participante recebeu uma pasta contendo material informativo sobre a campanha, DVD que contém vídeos institucionais, cartilhas sobre a lei e edital do regulamento dos concursos de frases e vídeo de bolso.

Na abertura do evento, o promotor de justiça da Educação, Paulo Silvestre Avelar, falou sobre a importância da conscientização para o combate à violência doméstica. “Nunca é demais poder participar, ativamente, das ações contra violência e buscar propostas para erradicar esse problema”, afirmou.

O treinamento foi ministrado pela promotora de justiça especializada na Defesa da Mulher de São Luís, Selma Regina Souza Martins. Ela revelou dados sobre o índice de violência contra a mulher no Brasil e mostrou aos participantes a forma como é representada pela mídia nacional.

No Brasil, são mais de 2 milhões de mulheres espancadas por ano, sendo 175 mil por mês. De cada 100 mulheres mortas, em média 70 foram vítimas de companheiros, namorados, maridos e ex-maridos. “É o momento em que a gente apresenta a campanha, abrimos espaço para a discussão e para que os professores digam como vão trabalhar a questão nas escolas”, declarou a promotora.

A professora Vanilse Carvalho, da Unidade Integrada Odylo Costa Filho, contou que realiza projetos sociais com seus alunos. “Alguns professores menosprezam esse tipo de trabalho e se queixam de que o Estado não dá suporte”, afirma. Sobre as dificuldades para o combate à violência doméstica, ela diz que busca incentivar os alunos a superarem seus problemas em casa e na escola, mostrando-lhes uma realidade diferente da que eles vivem.

Kionara Botão, professora do Centro Educacional Professor Ignácio Rangel, falou sobre a importância de levar a campanha às instituições de ensino. “A gente observa que as crianças são erotizadas desde cedo. As meninas exploram o corpo e devem ter consciência de que isso não é diversão, a mídia impõe esse padrão de comportamento”.

Redação: Lorena Araújo (CCOM-MPMA)

Fotos: Carolina Prazeres (CCOM-MPMA)