
O monitoramento remoto, com uso de imagens de satélite e algoritmos de inteligência artificial, agora reforça a atuação do Ministério Público do Maranhão (MPMA) na proteção do meio ambiente. O acompanhamento em tempo real das irregularidades, por meio das ferramentas tecnológicas, foi anunciado na manhã desta quinta-feira, 3, pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro.
O trabalho será realizado pela equipe técnica do Núcleo de Geointeligência Ambiental (Nugeia), criado recentemente, e que compõe a estrutura do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural (CAO-UMA).
Na prática, além de subsidiar o trabalho dos promotores de justiça contra crimes ambientais, o núcleo vai sistematizar dados sobre as queimadas, a situação hidrológica e meteorológica em todo o território maranhense.
“O Nugeia é um núcleo de geoprocessamento com inteligência ambiental. Podemos dizer, por exemplo, detectamos um desmatamento. O proprietário da área é fulano, o desmatamento começou em tal data, se estendeu por tantos hectares e não há autorização de supressão vegetal porque está dentro da reserva legal ou invadiu área de preservação”, explicou o promotor de justiça Fernando Barreto, coordenador do CAO-UMA.
Na avaliação de Caco Graça, da equipe do Nugeia, o uso da tecnologia vai ampliar o alcance dos promotores de justiça. Geógrafo, doutor em Ciências Ambientais e especialista em Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, ele enfatizou os avanços do trabalho do Ministério Público na seara ambiental.
“A melhora da tecnologia da geoinformação, a tecnologia espacial, junto com a inteligência artificial, agilizará muito as ações ministeriais, pois qualifica as informações que são técnicas de uma forma que o promotor, nas suas ações, tenha um conjunto de informações espaciais de um determinado evento”, afirmou.
Danilo de Castro enfatizou que o objetivo de sua gestão é aperfeiçoar o trabalho desenvolvido pelo MPMA para garantir maiores resultados e defender o interesse dos cidadãos e o combate aos crimes ambientais. “O monitoramento em tempo real de queimadas, desmatamentos e inundações vai subsidiar a atuação dos nossos promotores de justiça, especialmente nas cidades do interior. Com isso, vamos maximizar o combate a essas mazelas e melhorar a atuação do Ministério Público”.
Também participaram da reunião, realizada no gabinete do procurador-geral de justiça, os promotores de justiça Cláudio Rebêlo Correia Alencar (2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de São Luís) e Jerusa Capistrano Bandeira (Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência), além do procurador de justiça Haroldo Paiva de Brito (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).

Redação e fotos: CCOM-MPMA