Máquinas caça-níqueis, CDs, DVDs, relógios, óculos e bolsas, entre outros produtos falsificados, foram destruídos, na manhã desta sexta-feira, 22, no pátio da sede das Promotorias de Justiça da Capital (Cohama). O material foi apreendido em operações ocorridas, nos meses de setembro e outubro, em diversos bairros de São Luís, como Centro, João Paulo, Cohab, Cohatrac, São Cristóvão e João de Deus.
“O Ministério Público recolheu produtos piratas em quase todas as regiões da cidade”, informou o promotor de Justiça Cláudio Alberto Gabriel Guimarães, titular da 2ª Promotoria de Investigação Criminal, um dos coordenadores da operação.
Os principais produtos destruídos foram 136 máquinas caça-níqueis apreendidas em bingos clandestinos e em estabelecimentos comerciais como bares e lanchonetes. Foram destruídos, ainda, aproximadamente 50 mil CDs e DVDs e centenas de produtos, entre óculos, bolsas e relógios.
Um trator, da Secretaria Municipal Obras e Serviços Públicos (Semosp), foi usado para inutilizar por completo o material. Antes da destruição, os caça-níqueis foram periciados pelo Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim).
Segundo Claúdio Guimarães, cada máquina caça-níquel custa em torno de R$ 1 mil. A estrutura de compensado dos equipamentos é confeccionada em São Luís, mas parte das peças internas de informática vem de outros países.
“Encontramos máquinas caça-níqueis até em um salão de beleza”, afirmou o promotor de Justiça, ressaltando a disseminação deste tipo de entretenimento clandestino, proibido pela legislação brasileira.
Foram destruídos, ainda, aproximadamente 50 mil CDs e DVDs e centenas de produtos, entre óculos, bolsas e relógios.
Cláudio Guimarães acrescentou que o número de roupas e acessórios falsificados, a exemplo de bonés, bolsas, óculos e relógios, diminuiu muito em relação ao período anterior de operações (mês de agosto), quando foram inutilizadas aproximadamente duas toneladas de material pirata.
Também coordenador da operação, o promotor de Justiça José Augusto Cutrim Gomes, titular da Promotoria Especializada na Defesa da Ordem Tributária e Econômica, informou que as operações vão continuar. “Os bingos clandestinos são frutos de uma grande organização criminosa que temos que combater. Também não vamos permitir a venda de produtos piratas no mercado local”, avisou José Augusto Cutrim.