A procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, e o promotor Cláudio Cabral Marques, participaram, o fim da tarde desta terça-feira, 9, de coletiva sobre a rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. O motim durou cerca de 27 horas e resultou na morte de 18 presos.
Organizada pela Secretaria de Estado de Segurança (SSP), a entrevista contou com presença do secretário da pasta, Aluísio Mendes; secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Sérgio Tamer; comandante-geral da Polícia Militar, Franklin Pacheco; desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, e o juiz da Vara de Execuções Criminais, Jamil Aguiar.
“Estamos todos estarrecidos com essa tragédia. O MP está atento para o desenrolar desses fatos e vai acompanhar de perto a apuração”, declarou a procuradora-geral à imprensa, ressaltando ainda a importância e eficiência do trabalho conjunto realizado pelas instituições para o fim do motim.
Fátima Travassos anunciou ainda que o número de Promotorias de Execuções Penais passará de duas para quatro. “Estamos buscando maior eficiência na execução penal para dar maior celeridade aos processos”, assinalou.
O secretário Aluísio Mendes classificou a rebelião como “atípica” por não ter havido reivindicações dos presos ou depredação do presídio. “Foi uma barbárie sem motivo, não houve pauta de reivindicações”, declarou. Ele ressaltando que o motim está sendo alvo de rigorosa investigação.