
O promotor de Justiça Paulo Avelar, titular da 13ª Promotoria Especializada na Defesa da Educação foi um dos participantes do painel “Uma política de educação infantil para o Maranhão”, realizado na tarde desta quinta-feira, 18, como parte do I Encontro Temático da Primeira Infância no Maranhão, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). As discussões encerraram o evento, que foi aberto na quarta-feira, 17.
Paulo Avelar apresentou um recorte da atual situação da educação em creches de São Luís e relatou carências existentes no setor. Ele detalhou que a zona rural da capital maranhense tem 12 unidades de educação infantil, mesmo número registrado no Centro, enquanto a Cidade Operária e bairros adjacentes têm sete e o João Paulo e proximidades possuem 10.
Entre outros pontos, o promotor também assinalou a carência de professores nas unidades de ensino e a precariedade do transporte escolar. Os números apresentados integram um grande levantamento realizado pela Promotoria da Educação em todas as escolas públicas da capital e que está em fase de finalização. “Este encontro está sendo muito rico em discussões, então, proponho uma reflexão a partir desses números”, assinalou ele, declarando que o relatório completo será divulgado em breve.
Também participaram do painel a secretária municipal de Educação, Sueli Tonial; a superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Estadual de Educação, Zélia Maria Mendonça Pereira; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Elisângela Cardoso; e a vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes da Educação no Maranhão (Undime), Nonata Oliveira. A coordenação foi da professora Fabiana Canavieira, do Fórum da Educação Infantil do Maranhão.
Positivo
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOp-IJ), promotora Márcia Moura Maia, avaliou a primeira edição do evento como bastante positiva, principalmente pela sensibilização feita em torno da criação da Rede Estadual para a Primeira Infância com participação das instituições presentes. “Aqui, além das informações sobre essa realidade, foi plantada a semente de uma rede que já existe em outros estados. E o Ministério Público, quando se articula em rede, tem sua ação potencializada”, declarou.
Márcia Moura Maia adiantou ainda que no próximo dia 6 de dezembro será realizada uma reunião sobre o assunto. O objetivo será debater os passos para a criação da rede.