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IMPERATRIZ – Ação do MPMA requer solução de irregularidades de Casa Abrigo para mulheres

Publicado em 22/07/2016 12:53 - Última atualização em 04/02/2022 15:32

MPMA verificou 35 problemas no estabelecimento de apoio

mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini mini PJ Imperatriz reduzO Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, nesta quinta, 21, Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Imperatriz, solicitando, em caráter liminar, a realização, em 60 dias, de adaptações na Casa Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência no município, sob pagamento de R$ 20 mil diários.

Formulada pelo titular da 8ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Mulher, Joaquim Ribeiro de Souza Júnior, a ação é baseada no Inquérito Civil nº 01/2015, instaurado em maio de 2015.

A criação e a manutenção de casas-abrigos para mulheres vítimas de violência são previstas no artigo 35 da Lei Maria Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006).

IRREGULARIDADES

Em junho de 2015, uma Recomendação encaminhada pelo MPMA ao Município de Imperatriz já havia solicitado a resolução, em 45 dias, de irregularidades verificadas no estabelecimento de apoio.

Após o descumprimento da Recomendação pela Prefeitura, em uma inspeção, ocorrida em outubro de 2015, foram observados 35 problemas na casa-abrigo, como estrutura física precária, colocando em risco a segurança das mulheres abrigadas e seus filhos, além dos servidores da casa.

A vistoria também constatou que o muro da casa havia cedido e que as dependências sanitárias estavam em condições precárias. Havia ratos, lagartos e cobras. O Ministério Público constatou também a ausência de serviços de vigilância de 24 horas, limpeza, roçagem e dedetização.

Outras deficiências observadas foram a ausência de atendimento integral e interdisciplinar, principalmente, nas áreas psicológica e jurídica, às mulheres e seus filhos menores de 18 anos. As equipes de apoio técnico e operacional também apresentavam problemas.

SEM CONDIÇÕES

“Quando a vítima de violência procura o Poder Público, ela deve se sentir acolhida, amparada. Ninguém se sente assim num local insalubre. É lamentável que a Casa Abrigo esteja em situações precárias. As vítimas têm sua dignidade desrespeitada duas vezes: uma pelo agressor e outra pelo Poder Público que lhe fornece um local com péssima estrutura para ficar”, afirma Joaquim Júnior.

O município de Imperatriz localiza-se a 629km de São Luís

Redação: CCOM-MPMA