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SANTA LUZIA DO PARUÁ – Projeto Ler, Escrever e Pensar é lançado no município

Publicado em 09/06/2017 17:15 - Última atualização em 03/02/2022 17:48

1 quadra ficou lotada de estudantes professores e gestores234 banda capcom animou os presentes56789 Eulália Muniz secretária municipal de educação10 alunos recepcionaram as autoridades convidados e demais participantesNa manhã desta quinta-feira, 8, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) lançou, em Santa Luzia do Paruá, o projeto “Ler, Escrever e Pensar – Conscientizar para Transformar”. A solenidade foi realizada na escola municipal Centro de Ensino Professor Cleoberto de Oliveira Mesquita.

O evento foi acompanhado por estudantes, professores e gestores.  Além de autoridades do Ministério Público, estiveram presentes representantes do Poder Judiciário e do Executivo dos municípios envolvidos – o programa também contemplará as cidades de Nova Olinda e Presidente Médici, que são termos judiciários de Santa Luzia do Paruá.

O projeto tem o objetivo de despertar a consciência crítica de estudantes das redes municipal e estadual de ensino, por meio da leitura e da criatividade, tendo como foco o combate à corrupção. O projeto foi originalmente idealizado pela promotora de justiça Maria José Lopes Corrêa, da Comarca de João Lisboa.

Na Comarca de Santa Luzia do Paruá, o “Ler, Escrever e Pensar” está previsto para ser desenvolvido até o mês de outubro e envolverá aproximadamente cinco mil alunos do 9º ano do ensino fundamental e de todo o ensino médio.

O projeto consiste primeiramente na leitura do livro “O que faz o brasil, Brasil”, do antropólogo Roberto DaMatta, na apresentação de palestras e no fomento de debates sobre o tema. Para finalizar, é promovido um concurso de redação, cuja elaboração deve ser inspirada na obra. Os três melhores textos serão premiados com um smartphone (3º lugar), um tablet (2º lugar) e um notebook (1º lugar).

CONSCIÊNCIA CRÍTICA

Na abertura, o promotor de justiça da Comarca de Santa Luzia do Paruá, Hagamenon de Jesus Azevedo, afirmou que, entre os principais focos do Ministério Público na atualidade, está o combate à corrupção e que este trabalho deve ser, principalmente, preventivo, não podendo ficar restrito à esfera repressiva. “Se a juventude – que é o futuro da nação e sua base – não for conscientizada e preparada, não vamos salvar este país”, ressaltou, referindo-se ao principal objetivo do projeto.

O representante do Ministério Público também enumerou algumas pequenas corrupções cotidianas, que contribuem para a deformação da conduta da sociedade brasileira, como a prática de cola nas provas por estudantes, a ocupação irregular de vagas de estacionamento destinadas a idosos ou a pessoas com deficiência ou o simples ato de contar uma mentira. “A corrupção está em todos os lugares: na escola, em casa e em todo o nosso entorno. Mas a partir do momento em que a população primar pela ética, começar a cumprir os seus deveres e a conhecer os seus direitos, o Brasil será, de fato, uma potência”, completou.

Em seguida, foi a vez do juiz Rodrigo Costa Nina parabenizar a iniciativa do Ministério Público e a adesão do município à proposta. “O Brasil não tolera mais a corrupção. Quem não se comportar de maneira ética e de forma proba, vai ser cobrado pelas instituições”, alertou.

A secretária municipal de Educação de Santa Luzia do Paruá, Eulália Muniz, afirmou que a iniciativa do MPMA é louvável, porque discute questões que são fundamentais para a transformação da realidade do município, do estado e do país. “Os nossos alunos vão ganhar muito. Tenho certeza que a nossa consciência será transformada”.

Em seu discurso, o secretário-adjunto de Estado da Educação, Manoel Pedro Castro, disse que o projeto vai ao encontro das diretrizes do atual governo do estado, que tem como uma das prioridades a melhoria da educação. “Os jovens têm a responsabilidade de melhorar a sociedade no futuro”, completou

O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho afirmou que o projeto aproxima o MPMA da sociedade, porque sai da órbita do gabinete, buscando o contato direto com as pessoas, especialmente com a juventude, além de estimular o aprendizado e a troca de informações. “Este projeto prima pela educação verdadeira, comprometida com a ética e com a justiça”.

O chefe do Ministério Público do Maranhão destacou ainda outro pilar do “Ler, Escrever e Pensar”, que é o estímulo à leitura e à produção textual. “Precisamos de alunos criativos, voltados para a reflexão e não meros repetidores de conceitos e afirmações equivocadas disseminadas nas redes sociais”.

Também ressaltou o principal objetivo do projeto que é o combate à corrupção. “O Brasil vive uma crise ética e moral. Precisamos passar o país a limpo. O Brasil que queremos deve ser voltado para a honestidade. Vamos construir um país melhor, baseado na ética, na solidariedade e na fraternidade humanas”, enfatizou.

A promotora de justiça Érica Éllen Beckman, que representou o Centro de Apoio Operacional da Educação, afirmou que uma dos objetivos do projeto é empoderar os jovens, por meio da educação, para que tenham, no futuro, responsabilidade com a toda a população do município. “Não queremos que vocês sejam meros espectadores da história. Queremos ver vocês sendo protagonistas, assumindo, no futuro, o controle das políticas públicas do município, primando pelo outro, pelo bem comum”.

TRANSFORMAÇÃO

No início de seu discurso, o diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais (Secinst), o promotor de justiça Marco Antonio Amorim, lembrou da chamada “Lei de Gérson”, disseminada, nos anos 70, por um comercial de cigarros, protagonizado pelo célebre jogador Gérson, que integrou da seleção brasileira da conquista de 1970. Na propaganda, o jogador afirma que gosta de levar vantagem em tudo, o que refletiria o desvio de conduta da sociedade brasileira, sempre voltada para práticas de corrupção. “Hoje em dia temos demonstrado que um novo país é possível. Políticos e poderosos empresários estão presos”.

O promotor de justiça também apresentou aspectos do Japão, país com baixos índices de corrupção, como forma de exemplificar uma nação antagônica à sociedade brasileira, no que se refere à ética.

Marco Antonio Amorim igualmente lembrou que no Brasil, por ano, são desviados mais de R$ 200 bilhões. “Nós temos que mudar isso, transformando nós mesmos. Se você mudar, poderá transformar a sua casa, a sua vizinhança, o seu trabalho e todos os espaços de convívio”,declarou.

No final da solenidade, a promotora de justiça Érica Éllen Beckman apresentou os objetivos do projeto, as etapas e os detalhes do concurso de redação.

Também estiveram presentes no evento representantes do executivo dos municípios de Nova Olinda e Presidente Médici.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)