Autoridades do Ministério Público do Maranhão, Poder Judiciário, Polícia Militar, Secretaria de Estado da Educação, além de representantes de entidades da sociedade civil, acompanharam o cortejo, que teve início na praça João Lisboa, vindo a encerrar na praça da Casa do Maranhão, na Praia Grande.
A caminhada passou, ainda, pelas ruas Afonso Pena e do Giz, tendo se concentrado na praça Nauro Machado. Faixas, cartazes e palavras de ordem com manifestações contrárias à violência doméstica contra a mulher foram apresentadas e entoadas pelos participantes.
Idealizada pela promotora de justiça Selma Regina Souza Martins, da 2ª Promotoria de Defesa da Mulher de São Luís, a campanha tem o objetivo de difundir, de forma permanente, o teor da Lei Maria da Penha entre o público estudantil e a sociedade, como forma de prevenir a prática de violência doméstica contra a mulher.
“Estamos com 4.190 medidas protetivas em andamento. É um sinal de que as mulheres estão perdendo o medo de denunciar e estão buscando os seus direitos. É uma prova também de que as instituições e os órgãos de proteção estão em pleno funcionamento”, ressaltou Selma Regina.
O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, também destacou o aumento do número de denúncias. “Quando a campanha começou em 2012, tínhamos 400 processos relativos à questão. Hoje, são mais de 10 mil processos´. É uma indicação de que as mulheres estão procurando o Ministério Público, procurando a Justiça. Precisamos intensificar o combate a este tipo de violência contra a mulher, acabar com esta prática machista, preconceituosa e criminosa.”, frisou o chefe do MPMA.
Do Ministério Público do Maranhão, também estiveram presentes as procuradoras Thêmis Maria Pacheco de Carvalho, Iracy Martins Figueiredo Aguiar e Sâmara Ascar Sauáia, e os promotores de justiça Marco Antonio Santos Amorim (diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais) e Gilberto Câmara.
Acompanharam a mobilização estudantes dos Centros de Ensino Professor Barjonas Lobão (do bairro Cohatrac), Justino Pereira (Cidade Operária), Sotero dos Reis (Centro) e das Unidades Integradas Jackson Lago (João Paulo) e Japiaçu (Anjo da Guarda), entre outros.
Familiares de Mariana Costa, violentada e assassinada pelo cunhado no ano de 2016, também participaram da mobilização.
Durante o cortejo foi informado que, em 2017, 51 mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o Maranhão. Neste ano, 38 mulheres já morreram em todo o estado.
Para Bruno Elisson, 19, estudante do C.E. Justino Pereira, o evento serve para conscientizar as pessoas, principalmente os estudantes, sobre a questão. “É necessário combater este mal, que atinge as mulheres em todos os cantos do Brasil”, alertou.
Opinião semelhante teve Sheila Moraes, 14, do 7º ano da escola U.I Japiaçu, a campanha mobiliza a comunidade estudantil para que este tipo de violência não venha a ocorrer no futuro. “Na nossa escola a mobilização foi grande, com os professores conscientizando os alunos sobre o problema”, completou.
Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)
Fotos: Daucyana Castro (CCOM-MPMA)