



Palestras, exposições, workshops e ofertas de serviços estéticos para as mulheres integraram a programação.
No início da manhã, o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, participou, no Centro Cultural, da abertura da exposição “Invente outra desculpa”, de Dulce Serra e Francisco Colombo. A mostra é composta por diversas peças de roupas, calçados e acessórios femininos e tem como objetivo combater a concepção de que a mulher tem culpa pela violência sofrida.
Em seguida, a promotora de justiça de Defesa da Mulher, Selma Martins, coordenou uma roda de conversa com o tema “Medida protetiva salva vidas”. A juíza, Lúcia Helena Heluy; a delegada da Delegacia Especial da Mulher, Fernanda Araújo; e a coronel da Polícia Militar do Maranhão, Augusta Ribeiro participaram do debate.
A segunda parte da programação aconteceu na sede da Procuradoria Geral de Justiça.
O procurador-geral de justiça homenageou as mulheres, citando as integrantes do Ministério Público do Maranhão que se destacaram e ainda exercem cargos de liderança. No entanto, ele fez questão de enfatizar que existem muitos problemas que impedem o pleno exercício da cidadania pelo segmento feminino, como a violência doméstica.
“Em 2018, 536 mulheres foram vítimas de agressão física por hora; a cada 13 minutos uma mulher é vítima de agressão, espancamento ou é morta no Brasil. São dados que nos chocam, mas que devem nos levar a uma reflexão sobre a necessidade de priorizar o combate a essa violência absurda”, afirmou Luiz Gonzaga.
A subprocuradora-geral de justiça para Assuntos Administrativos, Mariléa Campos dos Santos Costa, e a ouvidora do MPMA, Rita de Cassia Maia Baptista, enalteceram o papel das mulheres na sociedade, sobretudo no âmbito do Ministério Público.
A promotora de justiça de Defesa da Mulher de São Luís, Selma Martins, observou que a data merece ser comemorada, porque muitas conquistas já foram alcançadas, incluindo a Lei Maria da Penha, porém também chamou a atenção sobre a necessidade de se refletir sobre os altos índices de violência contra a mulher.
Segundo a promotora, em São Luís, 5 mil mulheres foram atendidas com medidas protetivas depois de serem ameaçadas. “Na Casa da Mulher Brasileira, cerca de 2 mil mulheres são atendidas por mês. Só o Ministério Público recebe 50. Temos que acessar essa rede para fazer valer nossos direitos, viver com dignidade e em paz”, orienta. Nesse espaço funcionam serviços do Ministério Público, Judiciário, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, Centro de Referência de Atendimento à Mulher.
PARTICIPAÇÕES
Participaram da programação pelo Dia Internacional da Mulher a secretária de Estado da Mulher, Ana Mendonça; a superintendente da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena; o diretor da Escola Superior do Ministério Público, Márcio Thadeu Silva Marques; o diretor-geral da PGJ, Emmanuel Guterres Soares; o vice-presidente da AMPEM, Gilberto Câmara; os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional; e o diretor da Secretaria de Planejamento, Nonato Leite.
SERVIÇOS OFERECIDOS
Na programação pelo Dia da Mulher, foram realizadas palestras da promotora de justiça de Defesa da Mulher, Selma Martins, e do médico Sérgio Adrianny, que abordou o tema “Mitos e verdades sobre procedimentos estéticos”.
As servidoras, promotoras e procuradoras de justiça tiveram à sua disposição serviços como massagem dos pés e da face; ventosaterapia; acupuntura; design de sobrancelhas; limpeza de pele; peeling de diamante; fotodepilação, entre outros.
Foram oferecidos, ainda, exposição e vendas de produtos de autocuidado e bem-estar; workshops de automaquiagem; e degustação e venda de produtos low carb e cetogênicos.
Redação e fotos: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)