O coordenador do Programa Integrar, procurador de justiça Marco Antônio Anchieta Guerreiro, participou do minicurso. Para ele, “a reutilização da borra de café é uma prática simples que traz muitos resultados positivos. A responsabilidade socioambiental é a base do programa Integrar”.
Na oficina, a agrônoma explicou primeiramente o conceito de compostagem que é a reutilização de resíduos orgânicos para a produção de adubo. Ela acrescentou que o material produzido pode ser utilizado na fertilização de jardins e de canteiros destinados à produção de mudas, hortaliças e plantas frutíferas em geral.
“Além disso, a compostagem evita o lançamento de resíduos sólidos orgânicos em lixões e aterros. Outra vantagem do procedimento é o baixo custo operacional”, afirmou a palestrante.
A professora também apresentou diversos modelos de estruturas para o processo de compostagem, que podem ser montadas em uma casa ou apartamento. Ela comentou que o procedimento quando possui uma quantidade equilibrada e adequada de materiais orgânicos não produz mau cheiro, podendo ser feito em qualquer espaço.
Alguns materiais que podem ser utilizados para a compostagem são dejetos de animais, restos de alimentos e de frutas, borra de café, cascas e caroços, serragem, além de restos de capim, folhas e galhos.
No entanto, há determinados materiais que não podem ser utilizados na mistura ou devem ser evitados, como restos de carnes e de peixes, além do esterco de porco, porque, além de causarem mau cheiro, podem atrair roedores, urubus e insetos.
Ariadne Rocha lembrou, ainda, que para a compostagem dar resultado é imprescindível a irrigação periódica.
CAFÉ SUSTENTÁVEL
O projeto Café Sustentável, lançado em março deste ano, é realizado pelo Ministério Público do Maranhão em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
O objetivo do projeto, que faz parte do Programa Integrar, desenvolvido pelo MPMA, é promover entre membros, servidores e terceirizados da instituição a reutilização e compostagem da borra de café, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a racionalização dos recursos públicos.
As etapas do projeto incluem a realização de atividades como palestras, minicursos, oficinas e, ainda, a implantação de uma usina de compostagem e produção de mudas.
Redação e fotos: CCOM-MPMA