Para celebrar o Dia do Idoso, comemorado em 1º de outubro, o Ministério Público do Maranhão, por meio da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Maranhão (ESMP) e do Centro de Apoio Operacional de Proteção ao Idoso e Pessoa com Deficiência, em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa de Direito de Família (IBDFAM-MA) e a Comissão de Direito das Famílias da OAB-MA, realizou nesta quinta-feira a palestra virtual “A velhice e o pacto de solidão: de Gabriel García Márquez ao problema da alienação parental”.
Destinado a membros e servidores do Ministério Público do Maranhão, além da comunidade, o evento contou com a mediação da procuradora de justiça Mariléa Campos dos Santos Costa e da diretora da ESMP, Karla Adriana Farias Vieira.
Também participaram com reflexões sobre a temática do idoso as promotoras de justiça Gabriele Gadelha (coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção ao Idoso e Pessoa com Deficiência e titular da 2ª Promotoria de Justiça de Estreito) e Cristiane Donatini (titular da 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia), bem como a advogada Teresinha Marques, que preside o IBDFAM-MA e a Comissão de Direito das Famílias da OAB-MA.
“Principalmente por causa do aumento da expectativa de vida, é hora de problematizar o pacto da solidão”, afirmou Mariléa dos Santos Costa, ao fazer a abertura do evento, numa referência à obra do escritor colombiano e Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, que defendia que “o segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão”.
A PALESTRA
A professora Bruna Barbieri, que é doutora em Direito pelo Centro Universitário de Brasília e mestre em Direito e Instituições do Sistema da Justiça pela Universidade Federal do Maranhão, focou a palestra nas reflexões sobre a velhice contidas na obra “Cem anos de Solidão”, de García Márquez. Destacou, sobretudo, a solidão existencial presente nas cinco gerações da família Buendía, protagonista da história.
A palestrante relacionou, ainda, a questão do idoso com a legislação que o protege, enfatizando a Lei nº 12.318/2010, que trata da alienação parental. Ao final, Bruna Barbieri resumiu a sua fala citando um trecho do livro para defender o compromisso de todos por oportunizar aos idosos ‘boas histórias para contar e bons motivos para contar sua própria história’: “a vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda e como recorda para contá-la”.
Redação: CCOM-MPMA