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IMPERATRIZ – Programa Infância Sem Trabalho é lançado no município

Publicado em 26/04/2022 22:09 - Última atualização em 27/04/2022 13:58

A iniciativa visa a erradicação do trabalho infantil

Procurador-geral durante o lançamento do programa

Autoridades na mesa de abertura da solenidadeO Ministério Público do Maranhão lançou nesta terça, 26, no auditório da Universidade Estadual do Maranhão (UEMASUL), o Programa Infância Sem Trabalho. Realizada pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-IJ) em parceria com diversas instituições, a iniciativa tem o objetivo de prevenir e erradicar o trabalho infantil.

Além do MPMA, participam do projeto o Ministério Público do Trabalho, Secretaria de Estado de Saúde e Desenvolvimento Social, Superintendência Regional do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho.

Dentre as diretrizes do programa estão: fortalecer a Rede de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, tais como conselhos tutelares, secretarias municipais de assistência social e delegacias especializadas.

Público prestigiou lançamento

Também fazem parte das metas do programa o fomento de ações nos municípios e no Estado para a redução do trabalho infantil e a realização de capacitação permanente da Rede de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes para a prevenção e erradicação do trabalho infantil.

O procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, ressaltou que o Ministério Público tem a obrigação de zelar pelos direitos dos cidadãos e que as crianças necessitam ter o direito à educação assegurado. “Nós queremos o apoio da sociedade para que o Ministério Público possa, junto com os parceiros, atuar nesta causa e garantir que as crianças tenham o efetivo direito à infância, à educação e à cidadania. É injusto tirar isso de uma criança, tirar o futuro dela”, pontuou.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, Gleudson Malheiros, este trabalho é uma reunião de esforços para o enfrentamento do problema. “As ações que são realizadas por estes órgãos deixam de ser realizadas isoladamente e passam a ser integradas e articuladas”, destacou.

Também compuseram a mesa da solenidade Liliane de Lima, titular da primeira Vara de Justiça em Imperatriz; Divina Leide, secretária municipal de Desenvolvimento Social; Ivani Sampaio, auditor fiscal do trabalho; e Eduardo Soares, secretario municipal de Governo. A programação contou com palestra da procuradora do Ministério Público do Trabalho em Imperatriz, Fernanda Maria Maiuri Furlaneto.

DADOS

Autoridades na mesa de abertura da solenidade

De acordo com dados do Unicef e da Organização Internacional do Trabalho, o cenário da pandemia deve resultar em 8.9 milhões de crianças para o trabalho infantil até o final de 2022. Antes da pandemia, no estado do Maranhão já havia 87 mil crianças realizando algum tipo de trabalho infantil.

Dados do Ministério Público do Trabalho classificam o trabalho infantil como: doméstico, no campo, nas ruas, exploração sexual e perigoso. O trabalho infantil doméstico diz respeito ao trabalho realizado em casa de terceiros, sem registro.

O trabalho infantil nas ruas geralmente é realizado em situações de risco. O trabalho infantil e exploração sexual pressupõem o abuso do poder no qual crianças e adolescentes são usados para gratificação sexual de adultos, sendo induzidos ou forçados a práticas sexuais. Essa violação de direitos interfere diretamente no desenvolvimento da sexualidade saudável e nas dimensões psicossociais da criança e do adolescente, causando danos muitas vezes irreversíveis.

O PROGRAMA

O Infância sem Trabalho foi lançado em São Luís, no dia 29 de março. Antes de Imperatriz, o programa também foi apresentado nos municípios de Pinheiro (31) e Timon (19).

Redação: Iane Carolina (CCOM MPMA)