A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Grajaú propôs à Justiça, no dia 9 de julho, Ação Civil Pública Cautelar Preparatória de Arresto contra a empresa J. Edson de C. Medeiros (nome de fantasia Maythá Motos), o empresário/proprietário José Edson de Conceição Medeiros, o seu filho Gustavo Edson Barros Medeiros e a esposa dele Ana Célia Barros Medeiros. O autor da ação foi o promotor de Justiça Frederik Bacellar Ribeiro.
Instalado no município de Grajaú desde 2004, o estabelecimento comercial aplicou golpes em diversos consumidores da cidade, causando prejuízos a vários clientes. Ao todo, 38 pessoas apresentaram reclamações na Delegacia de Polícia do município, totalizando um volume financeiro de mais de R$ 210 mil. No entanto, segundo o promotor, as investigações apontam que o número de cidadãos lesados é muito maior que o registrado.
Na ação, a promotoria requereu a apreensão de todos os bens da empresa, do proprietário, da esposa e do filho de José Edson de Conceição Medeiros. É importante destacar que, na esfera criminal, o MPMA já propôs denúncia contra José Edson de Conceição Medeiros, com pedido de prisão preventiva.
De acordo com a apuração do Ministério Público, a Maythá Motos utilizava o sistema de vendas conhecido como “compra premiada”, um modelo de consórcio no qual os interessados formam grupos e adquirem produtos a prazo, sendo que os clientes sorteados devem receber imediatamente o bem – com plena quitação do débito restante, independente do número de parcelas estabelecidas no contrato – ou o valor do produto em dinheiro.
Nos últimos meses de 2007, a empresa começou a falhar na entrega das motos aos contemplados ou aos que pagaram todas as prestações. Além disso, aqueles que optavam em trocar o bem pelo valor equivalente em dinheiro passaram a receber cheques sem fundo, emitidos por Gustavo Edson Barros Medeiros, filho do proprietário da empresa. Mesmo assim, o suposto consórcio continuou a realizar sorteios regulares, atraindo novos clientes.
Em 3 de março de 2008 a empresa começou a fechar as portas em várias cidades, processo gradual e rápido que teve início no município de Grajaú. Desde então, o empresário José Edson de Conceição Medeiros não foi mais visto na cidade de Grajaú, abandonando o ponto comercial e os empregados.
Ana Célia Barros Medeiros, esposa de José Edson de Conceição Medeiros, está diretamente envolvida no caso, porque é casada em comunhão de bens, sendo beneficiada automaticamente pelo estelionato praticado pelo marido.