A situação de crianças e adolescentes que trabalham no lixão da cidade de Balsas foi o tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira, 25, no salão comunitário do bairro Trizidela Nova, sob a coordenação da 5ª Promotoria de Justiça de Balsas, com a presença de representantes do Conselho Tutelar, da Associação dos Catadores de Lixo e da Diocese de Balsas.
Segundo o promotor de justiça Antonio Lisboa de Castro Viana Junior, titular da 5ª Promotoria, que tem atribuições na área da Infância e Juventude, o objetivo do encontro, a princípio, foi orientar aos pais sobre os prejuízos acarretados ao desenvolvimento das crianças e adolescentes por estarem trabalhando como catadores de lixo no local. “Também abordamos a legislação que protege os direitos dos mesmos e, ainda, as consequências em caso de descumprimento, que pode acarretar, inclusive, a perda do poder familiar”, relatou o membro do Ministério Público.
Como encaminhamento da reunião, ficou acordado entre as instituições presentes e os pais que as crianças e adolescentes serão matriculadas, a partir de 1º de agosto, no projeto social Trizidela Nova, desenvolvido pela Diocese de Balsas no salão comunitário. De acordo com o promotor de justiça, a ideia é de que, enquanto os pais estejam trabalhando no lixão, os filhos participem das atividades oferecidas pelo projeto como oficinas de violão e capoeira e reforço escolar. Foi fixado o prazo de 10 dias para que as crianças e adolescentes deixem definitivamente de trabalhar no lixão e passem a frequentar o projeto social.
Além do promotor de justiça Antonio Viana, participaram da reunião o presidente da Associação dos Catadores de Lixo, Gilvan Ferreira Lima, as conselheira tutelares Conceição de Maria Borges Silva e Sara Dayane da Silva Santos, a coordenadora do Projeto Trizidela Nova, Nadia Vettore, a irmã da Congregação Posteliana, Maria Luiza Nunes e Gilmar Gomes da Luz, voluntário do Projeto Trizidela Nova.
Redação: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)