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FEIRA DO LIVRO – Mesa discute legado de Celso Magalhães

Publicado em 16/10/2019 16:38 - Última atualização em 03/02/2022 17:49

DSC 2516DSC 2521DSC 2552DSC 2564DSC 2581O promotor de justiça e integrante do Programa Memória do Ministério Público do Maranhão, Washington Luiz Maciel Cantanhede, e o historiador e defensor público federal Yuri Michael Pereira Costa participaram, na noite desta terça-feira, 15, da “Mesa: Celso Magalhães, o promotor público, 140 anos após sua morte”, realizada na Feira do Livro de São Luís (FeliS).

Os trabalhos foram mediados pelo procurador-geral de justiça do MPMA, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

Yuri Costa é autor do livro “A flor vermelha: ensaio biográfico sobre Celso Magalhães (1849-1879)”, publicado em 2018, com base em seus estudos de doutorado. De acordo com o professor, outra obra sobre o patrono do Ministério Público maranhense deve ser lançada até o fim deste ano, com o aprofundamento de algumas questões estudadas durante o doutoramento.

Segundo o historiador, a atuação de Celso Magalhães foi bastante ampla, sendo ele considerado o primeiro autor do folclore brasileiro. Celso Magalhães também produziu ensaios sobre arqueologia (especialmente sobre a região de Viana, na Baixada Maranhense), poesia, crônica e música.

Boa parte dessa produção foi feita durante o seu período de estudos em Recife, entre 1869 e 1873. Foi lá, também, que Celso Magalhães teria sido muito influenciado pelo conceito de raça e pelo abolicionismo, apontado por Yuri Costa como sua principal característica como promotor público.

Sobre o “Crime da Baronesa”, caso célebre de atuação de Celso Magalhães, Yuri Costa o considera uma síntese do embate existente na época entre abolicionistas e escravagistas. Ele lembrou, ainda, que a Baronesa de Grajaú teve seu nome envolvido em outros casos de maus tratos a escravos anteriores.

A lista de atos praticados por Anna Rosa Viana Ribeiro também foi citada pelo promotor Washington Cantanhede. O pesquisador lembrou as críticas enfrentadas por Celso Magalhães de que sua atuação enquanto promotor público seria baseada em questões pessoais e interesses políticos. Essa dualidade levou o integrante do Programa Memória a iniciar seus estudos sobre o patrono do MPMA.

Para o promotor de justiça, a análise dos atos e da visão da sociedade da época sobre a Baronesa de Grajaú o leva a não enxergar Celso Magalhães como um “apaixonado politicamente”. Washington Cantanhede citou uma série de casos envolvendo Ana Rosa Viana Ribeiro, alguns ocorridos 20 anos antes da morte do menino Inocêncio, vítima do “Crime da Baronesa”. Um desses casos, ocorrido um mês antes, resultou na morte do irmão de Inocêncio, o garoto Jacinto.

De acordo com o promotor, havia uma verdadeira “rede de proteção” aos senhores de escravos. As investigações não tinham prosseguimento e, muitas vezes, os médicos davam laudos atestando como mortes por causas naturais casos em que havia sinais evidentes de maus tratos.

ESTANDE

Também na noite desta terça-feira, no estande do Ministério Público do Maranhão na Feira do Livro de São Luís, aconteceu a noite de autógrafos dos livros “Gonçalves Dias e o mistério de sua morte nos Atins” e “Cordel das emoções sem lágrimas de crocodilo”, do promotor de justiça aposentado Paulo Oliveira.

Em seguida, foi aberta uma exposição sobre o projeto “Transporte Escolar: Pau de arara nunca mais”, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAOp Educação).

Encerrando as atividades da terça-feira, a professora Valéria Montenegro, do curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), realizou um sarau poético e autografou seu livro “Porcelana chinesa – ou iniciação à Filosofia Poética”.

Redação e fotos: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)

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