O evento está sendo organizado conjuntamente pela Procuradoria Geral de Justiça, Gabinete de Mediação Comunitária e pela ESMP.
Para Vezzula, que é referência internacional no assunto e consultor em mediação da ONU e da União Europeia, para se efetivar a resolução de conflitos é condição indispensável a vontade das partes. “Sem que haja um elemento em comum, não poderá haver intermediação”, afirmou.
O especialista observa que, para os diversos tipos de relacionamentos conflituosos, são indicadas abordagens distintas. “Há questões que vão exigir um tratamento mais formal, mais ligado às jurisprudências e outros, que devem ter uma abordagem mais humanizada, informal e menos regulamentada, para atender as necessidades das pessoas e das comunidades”, sugeriu.
O psicólogo argentino acredita que a ideia de mediação permite ao cidadão assumir co-responsabilidades e planificar o futuro que deseja para si mesmo e sua comunidade.
MEDIAÇÃO COMUNITÁRIA
Juan Carlos Vezzula já esteve em São Luís outras vezes, ministrando treinamentos sobre mediação comunitária. Para ele, a mediação tem o objetivo de humanizar os relacionamentos em uma comunidade e contribui para a construção de uma justiça cotidiana, com emancipação e sem dependência.
Nascido na Argentina, Juan Carlos Vezzulla trabalha com mediação comunitária desde 1984. No Brasil, ele começou a atuar em 1987, numa organização não-governamental, em Curitiba. Fundou o Instituto de Mediação e Arbitragem no Brasil (Imab) e o Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal (Imap). Também desenvolveu trabalhos na Itália, no México, Angola e em outros países da América Latina.
Redação e fotos: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)