O objetivo foi apresentar as novas dependências e o acervo do estabelecimento e promover a aproximação entre os aparelhos culturais da cidade, com o intuito de criar uma rede informal para a troca de ideias e experiências.
A coordenadora do Memorial do MPMA, Suzane Viégas, e o coordenador do Centro Cultural do MPMA, Francisco Colombo, deram as boas-vindas aos presentes e explicaram a proposta do encontro e a necessidade de aproximação e fortalecimento dos espaços culturais de todo o Maranhão.
Em seguida, a primeira palestrante da manhã, a produtora cultural Alessandra Pajama, especialista em acessibilidade, abordou o referido tema quando aplicado em obras, estabelecimentos, projetos e práticas culturais, como forma de democratizar o acesso à arte.
A palestrante, que é curadora da exposição fotográfica “Eu sou Mulher”, em cartaz no Centro Cultural do MPMA, cujo foco destaca a beleza da mulher com deficiência, enfatizou que a mostra possui vários recursos e tecnologias de acessibilidade, como guia impresso em braile e descrição das fotografias em áudio, permitindo a apreciação por pessoas com deficiência visual ou auditiva. “Quando montamos a exposição, pensamos de que maneira tornaríamos a mostra acessível. Daí, fomos buscar soluções. Portanto, temos que ter a compreensão da importância de democratizar o acesso à cultura”.
Alessandra Pajama também ressaltou a necessidade de fomento da produção cultural e articulação em rede no atual momento de crise social e política do país. “Nós sabemos da nossa real importância, pois os objetos culturais instigam a sociedade a refletir sobre a realidade e transformá-la”.
REDE
Abordando o trabalho em rede, o poeta, compositor e ativista cultural Joãozinho Ribeiro afirmou que o tema suscita a necessidade de troca e compartilhamento de ideias e informações para a proteção da cultura. “Neste momento em que há uma incitação ao ódio em todo o mundo, nós estamos aqui para uma tarefa muito nobre que é discutir a preservação dos espaços culturais”, disse.
Ele igualmente destacou a importância da união e articulação em rede das entidades e órgãos culturais para o enfrentamento da escassez de recursos. “Nós temos que nos unir para que a circulação das produções artísticas criativas continuem em todo país. A cultura é um pilar importante para assegurar uma sociedade mais fraterna, mais solidária e que respeita a diversidade”.
Para o jornalista cultural Zema Ribeiro, o encontro foi muito importante, porque fomentou o diálogo e o fortalecimento dos órgãos e entidades culturais. “Diante do atual momento político do país, em que a cultura vem sofrendo cortes de recursos, as instituições, os gestores e a classe artística precisam se reinventar e se rearticular para continuar produzindo. Nesse sentido, o Centro Cultural do MPMA é um exemplo muito positivo, porque está na contramão do que está acontecendo no país”, concluiu.
No final, foi servido um café da manhã para os presentes.
Redação: CCOM-MPMA