

A procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa (CAOp-ProAd), José Henrique Marques Moreira, e o diretor da Regional Norte da Vivo, Emerson Martins, assinaram, na manhã desta quinta-feira, 10, um termo de compromisso para a distribuição de mensagens SMS sobre o combate à corrupção.
A iniciativa surgiu de um convênio firmado entre o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais (CNPG) e a operadora de telefonia. A partir de então os MPs dos diversos estados têm assinado termos de parceria com a empresa. No Maranhão, cerca de 200 mil torpedos serão enviados aos clientes da Vivo, alertando para a necessidade de que a população contribua com o Ministério Público, denunciando casos de corrupção.
A procuradora-geral de justiça enfatizou, durante a reunião, os bons resultados que a iniciativa tem trazido a outros estados, que já haviam assinado o termo de compromisso. Para Regina Rocha, é preciso orientar a população sobre como denunciar e criar a consciência de que a corrupção não está apenas nos grandes desvios de recursos, mas em pequenos atos que lesam a sociedade.
O procurador José Henrique Moreira também ressaltou a necessidade de uma participação ativa da sociedade. Ele afirmou que a corrupção é um mal mundial, que gera um prejuízo anual de R$ 69 bilhões apenas ao Brasil. “O Ministério Público trabalha diariamente na repressão a essas práticas e na busca desses recursos, para que eles voltem aos cofres públicos. Mas é preciso que a população tenha consciência do seu papel, fiscalizando e denunciando”, observou.
Emerson Martins enfatizou que a parceria é válida pois trata-se de um assunto de grande relevância e interesse social. O diretor da Vivo fortaleceu a necessidade de que a comunidade entenda e saiba como denunciar os casos de corrupção, objetivo que se buscará atingir por meio da grande penetração da operadora de telefonia junto à sociedade.
O procurador de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde (CAOp-Saúde), ressaltou que a corrupção traz consequências graves à prestação de diversos serviços básicos, como a saúde e a educação. Para ele, não há transformação social sem sensibilização e envolvimento da comunidade.
Já o promotor Samaroni de Sousa Maia, que atua na área da probidade administrativa em São José de Ribamar, demonstrou satisfação em ver que empresas como a Vivo têm a consciência dos problemas trazidos pela corrupção. O promotor afirmou que é importante que o Ministério Público busque outras parcerias, tanto com instituições públicas como com empresas privadas, que resultem em ações positivas para a sociedade maranhense.
Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)
Fotos: Francisco Colombo (CCOM-MPMA)