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MPMA promove a 4ª aula do curso “As filósofas e o Direito”

Publicado em 13/09/2021 11:20 - Última atualização em 07/12/2021 11:21

curso as filósofas
Professora Izilda Johanson, da Unifesp, ministrou aula

A Escola Superior do Ministério Público do Maranhão (ESMP) promoveu, na última quinta-feira, 9, mais uma aula do curso “As filósofas e o Direito”, com a abordagem da temática “Feminismos e Interseccionalidade”.

A atividade, realizada de forma virtual com transmissão pelo canal da ESMP no Youtube, contou com exposição da professora Izilda Johanson, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). A aula teve como facilitadora a promotora de justiça auxiliar da ESMP, Elyjeane Alves Carvalho, e como debatedores a promotora de Justiça Letícia Teresa Sales Freire e o servidor João Francisco Amaral Neto.

A apresentação seguiu estruturada no percurso histórico do que hoje se conhece como feminismo plural, demonstrando a relação que se estabelece na construção das diversas noções de feminismos, ao longo do tempo, com o conceito de interseccionalidade.

“Quando se fala em feminismo, fala-se em muitas coisas diferentes, algumas vezes até de coisas opostas. O feminismo não é ideia, nem coisa, nem qualificador. Portanto, não é uma abstração genérica, como quando se refere à cultura, filosofia, religião por exemplo. Não é uma coisa, um objeto ou ideologia para existir fora de uma pessoa. Muito menos pode servir para qualificar moralmente, ou esteticamente uma pessoa. Ninguém pode ser maior ou menor, belo ou feio, pelo fato de se identificar feminista”, esclareceu Johanson.

Segundo a palestrante: “O feminismo é, no mundo das interações sociais, o modo como indivíduos e agrupamentos de pessoas se inserem, onde elas concretamente existem. Tem a ver com o que as pessoas pensam e como agem, com os seus modos de se posicionar politicamente na realidade em que vivem”.

Seguindo com a aula, Izilda Johanson pontuou que: “a interseccionalidade é algo que devemos, fundamentalmente, às feministas negras. O conceito que vinha sendo construído por grupos de estudos, foi cunhado pela primeira vez por Kimberlé Crenshaw em 1989, nos Estados Unidos, e tem como grande obra de referência “Mulher, Raça e Classe”, de Angela Davis”.

Em última análise, de acordo com a professora, a grande contribuição que a interseccionalidade trouxe para o debate atual sobre feminismos plurais, foi a constituição do lugar de fala e de luta, de uma perspectiva interseccional, de modo que cada um esteja imbuído com a luta coletiva contra as opressões gerais.

Ainda na programação do curso, serão realizadas mais duas aulas: no dia 14, com o tema “O Pessoal é político: a relação de gênero no direito a partir da ótica do feminismo decolonial”, com a professora Susana Castro, do Departamento de Filosofia da UFRJ; e no dia 16, com o tema “Transfobia, LGBTfobia, crime de ódio e promoção da diversidade”, com a professora Yasmin Galende, doutoranda em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e professora de Direito.

Redação: André Soares (CCOM-MPMA)