Promovida pelo Ministério Público do Maranhão, por meio das Promotorias de Justiça Especializadas na Defesa da Educação de São Luís, com a coordenação dos promotores de justiça Paulo Avelar e Luciane Belo, a reunião contou ainda com representantes das Secretarias Municipais de Educação e Administração e do Sindicato dos Profissionais da Educação de São Luís (SindEducação) e da Controladoria e Procuradoria Geral do Município.
Entre os temas abordados, destacam-se a questão da avaliação sobre a qualidade de ensino na rede municipal, calendário escolar, progressões e titulações dos docentes e o indicativo de greve geral dos professores por tempo indeterminado.
AVALIAÇÃO
A secretária-adjunta de Ensino, Maria de Jesus Gaspar Leite, apresentou dados de pesquisas sobre a avaliação na rede pública de São Luís. Conforme o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015, que é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação), apesar de os resultados terem melhorado em relação à pesquisa anterior, os números ainda são negativos.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a nota obtida foi 4,5, mas a meta do município era 5,0. Já nos anos finais a nota obtida foi 3,9, enquanto que a meta era 4,1.
Além desses dados, técnicos da Semed apresentaram estudos levantados pelo Sistema Municipal de Avaliação Educacional (Simae) de São Luís.
Para a diretora do Sindicato dos Professores, Josidete da Conceição, os indicadores só confirmam a decadência da educação pública de São Luís, que, segundo ela, sofre com os problemas da falta de professores, de condições estruturais inadequadas, da carência de materiais e recursos pedagógicos. “É preciso investimento, capacitação, reestruturação da rede e concursos. Devemos pensar em qual política queremos para a educação municipal”, sugeriu.
A promotora de justiça Luciane Belo, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação de São Luís, enfatizou a importância de que todos os envolvidos no processo educacional assumam suas responsabilidades, a fim de que os índices de qualidade do ensino sejam melhorados.
O promotor de justiça Paulo Avelar cobrou esclarecimentos do SindEducação a respeito da greve geral deflagrada pela categoria, sobretudo quanto à reposição das aulas, e também sobre o anunciado percentual de paralisação, que deverá atingir somente 50% dos professores de cada escola nos dias de manifestação.
O membro do Ministério Público pediu, ainda, o entendimento entre o Sindicato e a Secretaria, para que os alunos das escolas municipais não sejam prejudicados no seu direito à educação.
Redação e fotos: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)