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Aberto Simpósio de Meio Ambiente em São Luís

Publicado em 07/06/2010 11:06 - Última atualização em 03/02/2022 16:43

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Teve início na manhã desta segunda-feira, no Pestana São Luís Resort, o Simpósio de Meio Ambiente promovido pela Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente em Parceria com a Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão. O evento tem como tema “A matriz energética do Brasil e o desenvolvimento sustentável no século XXI”.

Para a procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, o evento é um espaço importante para a discussão de temas importantes para o Ministério Público e para a sociedade. Ela ressaltou que, mais do que propor ações, o MP busca a solução de conflitos e a paz social. “A união de todos e o trabalho articulado entre todos os poderes, entidades e a sociedade são o caminho mais curto para a solução de conflitos. É nisso que apostamos”, afirmou Fátima Travassos.

A conferência de abertura foi feita pelo senador Edison Lobão, que tratou do tema “A Matriz Energética do Brasil e o Desenvolvimento Sustentável no Século XXI”. O senador, que esteve à frente do Ministério das Minas e Energia, falou sobre a realidade energética do país e os investimentos que têm sido feitos no setor. Lobão ressaltou, ainda, a importância da geração de energia para o progresso do país, mas que não se pode perder de vista a necessidade de preservação do meio ambiente.

Em seguida, falou a senadora pelo estado do Tocantins, Kátia Abreu, abordando o tema “Meio ambiente e produção de alimentos: uma conciliação possível”. Além de sua atuação no Legislativo Federal, Kátia Abreu é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade que reúne 27 Federações estaduais, 2.142 sindicatos rurais e mais de 1 milhão de produtores sindicalizados.

Em sua fala, a senadora afirmou que os produtores rurais também defendem a preservação do meio ambiente, mas criticou a radicalização sobre o tema. Para ela, é possível a coexistência do agronegócio e um meio ambiente preservado, tendo apresentado diversos números e estudos sobre o tema.

A senadora destacou que um terço do Produto Interno Bruto e dos trabalhadores com carteira assinada existentes no Brasil vêm do campo, bem como 42% das exportações. “Se excluirmos a agropecuária, a balança comercial brasileira torna-se negativa nos últimos 10 anos”, explicou.

De acordo com Kátia Abreu, as entidades ligadas ao agronegócio, como a CNA, estão buscando apoio na ciência e no conhecimento como forma de ampliar sua produtividade e reduzir os impactos ao meio-ambiente. A senadora se colocou à disposição para o debate e criticou Organizações Não Governamentais e entidades que não aceitam discutir o tema. Para ela, esses grupos “não querem a solução dos conflitos porque vivem desses conflitos”.

Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)