
Em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Bacuri (localizado a aproximadamente 480 km de São Luís) no último dia 28 de abril, o lavrador Joanderson Ferreira, 27, também conhecido como Jack, foi condenado a 26 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima). A tese do Ministério Público foi defendida pelo promotor de Justiça Thiago Cerqueira Fonseca.
Em 8 de setembro de 2010, no bairro Piquizeiro, em Bacuri, Joanderson assassinou com três golpes de facão, um no braço e dois no rosto, a senhora Izabel Furtado, 63 anos. De acordo com os autos do processo, o homicídio foi cometido após uma festa, ocorrida na Associação dos Menores Carentes de Bacuri, onde o réu se desentendeu com o filho da vítima, conhecido como “Gato”.
Joanderson saiu da festa furioso, depois de receber uma garrafada de “Gato”, anunciando que mataria o seu desafeto ou qualquer um da sua família. Ao chegar nas proximidades da casa da vítima, o réu, juntamente com José Carlos Oliveira Tavares, vulgo “Sapoquinha”, desferiu três golpes de facão na senhora. Segundo testemunhas, Sapoquinha instigava Joanderson a cometer o homicídio, dizendo por diversas vezes: “Mata a mãe dele!, mata a mãe dele!” Revoltados com o ocorrido, populares ainda tentaram linchar os acusados.
O crime teve grande repercussão na região, gerando um clima de instabilidade e motivando diversas manifestações de repúdio por parte da população, o que só foi controlado com a chegada de agentes policiais do Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias (GEOP) da Secretaria de Segurança Pública à cidade.
O Tribunal do Júri foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bacuri, que ficou lotado. Um esquema especial de policiamento foi montado pera garantir a segurança dos presentes. Atuaram na defesa dos acusados os advogados Arcy Fonseca Gomes e Cristiane Nery Gomes. A sentença foi proferida pelo juiz Marco Adriano Ramos Fonseca.
Os réus Joanderson Ferreira e José Carlos Oliveira Tavares, este condenado a 11 anos de reclusão, vão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado, na Penitenciária de Pedrinhas.