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Encontro temático debate primeira infância na PGJ

Publicado em 17/11/2010 14:00 - Última atualização em 03/02/2022 16:39

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O I Encontro Temático da Primeira Infância no Maranhão, promovido pelo Fórum de Educação Infantil do Maranhão (OMEP-BR/Maranhão), Ministério Público, Plan Brasil e Unicef, foi aberto nesta quarta-feira, 17, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça. O evento prossegue nesta quinta-feira, 18, com painéis e debates discutirão aspectos relevantes da primeira infância no estado.

O encontro tem como objetivos promover uma mobilização estadual em favor dos direitos da criança na primeira infância e facilitar a articulação entre educadores, operadores do direito, sociedade civil organizada e poder público para criar subsídios para uma política estadual de educação infantil.

O procurador-geral de Justiça em exercício, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau fez a abertura do evento ressaltando a função do Ministério Público na defesa da sociedade. Segundo ele, a atuação da instituição segue os caminhos das necessidades da população e, por isso, nesse momento se volta para as questões da primeira infância.

A promotora Márcia Moura Maia, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude, ressaltou que a realidade do Maranhão não é motivo de orgulho, mas sim um desafio imenso e que pede um esforço imenso. “Nosso objetivo é sair daqui com uma estratégia de ação”, afirmou.

Lembrando a recente rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na qual 18 jovens foram assassinados, o vice-presidente da OMEP-BR, Roberto Mauro Gurgel, afirmou que é preciso que haja um compromisso com a educação para a paz e a justiça como meio para a construção de uma nova realidade.

Palestra
Antes de proferir a palestra “Desafios atuais à Educação Infantil”, o professor Vital Didonet parabenizou a iniciativa de criação de uma rede em favor da primeira infância no Maranhão. Ele lembrou que em todo o país as organizações vêm unindo-se mas no Maranhão, pela primeira vez, ele vê a participação do Ministério Público neste processo.

Didonet afirma que são muitos os desafios postos à educação infantil e que um dos principais é que se deve valorizar a infância como um período de vida, com seus valores próprios, e não apenas uma preparação para a idade adulta. Para ele, vivemos em uma sociedade adultocêntrica.

De acordo com o membro da Rede Nacional Primeira Infância, essa postura da sociedade leva à desvalorização do brincar, atividade que faz parte da formação da personalidade da criança. Ele ressalta, no entanto, que valorizar a infância não significa infantilizar, mas sim respeitar as fases pelas quais o indivíduo passa ao longo da vida, valorizando a cada uma delas. “Temos que ter em mente uma frase: a criança é capaz”, afirmou.

Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)