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Entre a poesia e o direito

Publicado em 01/12/2008 08:37 - Última atualização em 03/02/2022 16:56

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A promotora de Justiça Ana Luiza Almeida Ferro lançou na manhã de segunda-feira (dia 1º), no I Congresso Estadual do Ministério Público, os livros “Interpretação Constitucional: a Teoria Procedimentalista de John Hart Ely” e “Quando” (poesias). As publicações tinham sido apresentadas na última edição da Feira Internacional do Livro de São Luís, mas eram inéditas no âmbito do Ministério Público.

A obra “Interpretação Constitucional: a Teoria Procedimentalista de John Hart Ely” resulta da monografia apresentada pela autora, na disciplina Direito Constitucional Comparado, do doutorado em Ciências Penais, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ana Luiza Almeida Ferro explicou que o autor John Hart Ely, embora muito difundido nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, é ainda pouco conhecido no Brasil.

“Depois de estudar e pesquisar a teoria dele, senti a necessidade de oferecer este conhecimento ao público brasileiro. Afinal, a teoria Procedimentalista pode ser de grande contribuição para o nosso Direito Constitucional”, completou a mestre e doutora maranhense.

Atualmente, o jurista estadunidense é professor da Faculdade de Direito da Universidade de Miami. É importante ressaltar, ainda, que um dos livros dele, intitulado Democracy and Distrust, constitui a obra mais citada no mundo, deste 1978, tendo sido referido 1.460 vezes.

A autora maranhense acrescentou que a discriminação racial é um dos temas abordados pela teoria de John Hart Ely, o que pode contribuir para a discussão sobre o sistema de cotas nas universidades públicas brasileiras.

Com 123 páginas e dividido em quatro capítulos, o livro “Interpretação Constitucional: a Teoria Procedimentalista de John Hart Ely”, é uma publicação da editora Decálogo, de Minas Gerais.

POEMAS
Segundo livro de poemas de Ana Luiza Almeida Ferro, “Quando” reúne textos escritos de 1998 e 2004. Das 37 poesias, somente quatro não são inéditas. Entre as poesias, a autora destaca “Quero”, “A Criação”, “Escrevi teu nome” e “Pesadelo”. Há, ainda, a tradução em francês do poema “O Porteiro”, presente no livro “Versos e Anversos”, lançado em 2002.

Na obra, a autora transita por diversas escolas poéticas. Tem exemplos de sonetos, poemas rimados, poemas em versos brancos e até experimentos de concretismo. Os temas são também variados, abordando o amor, a solidão, a violência, a saudade, a fugacidade da vida, a inexorabilidade do tempo e a consciência da morte, o que demonstra a inquietação existencial da poeta.

Sobre a conciliação entre a linguagem poética e a teoria do Direito, Ana Luiza Almeida Ferro comentou: “Eu acho que no Direito a gente busca a Justiça e a poesia é uma forma lúdica de procurar o sentimento de Justiça no mundo”, concluiu.

A AUTORA
Formada em Letras e em Direito, pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Ana Luiza Almeida Ferro é promotora de Justiça, mestre e doutora em Ciências Penais, pela Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A autora é igualmente professora de Direito do Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma) e coordenadora de pesquisa do programa de pós-graduação em Direito e professora da Escola Superior do Ministério Público do Maranhão.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM – MPMA)