Cerca de 250 moradores de Bacabeira, distante 48 Km da capital, participaram da sexta audiência pública do Projeto Ministério Público do Maranhão Positivando o Desenvolvimento Humano, ocorrida na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na quinta-feira (22.12).
Em depoimentos, as pessoas apontaram como problemas da cidade o conflito agrário, a deficiência no fornecimento e distribuição de água, a precariedade na assistência médica nos povoados, a comercialização e venda de drogas, a aplicação do crime de estelionato, insegurança e ausência do delegado da Policia Civil no município.
Bacabeira foi a cidade escolhida para encerrar o ciclo de audiências do Projeto Positivando o Desenvolvimento Humano, por estar inserida na região impactada com a instalação Refinaria Premium.O objetivo do Projeto é identificar os problemas existentes nos municípios, para que a instituição busque junto aos órgãos competentes a solução.
As primeiras audiências públicas ocorreram nos municípios de Araioses, Centro do Guilherme, Matões do Norte, Presidente Juscelino e Santa Rita. Em Bacabeira, a última programada para este ano, a Procuradora Geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, disse que é a instalação da Refinaria Premium significa progresso para o município, mas também deve atrair muitos problemas.
“O Ministério Público está atento a essa nova situação e busca parceria com as Prefeituras em prol da melhoria da qualidade de vida do cidadão, ” |assegurou a Procuradora-geral.
Falta d’ água
A falta de água foi um problema apontado por Maria de Nazaré de Almeida e outros moradores de Bacabeira. Além da falha no fornecimento, não existe hidrômetro nas residências para aferição do consumo, não há regularidade na entrega das contas, além da cobrança excessiva no valor da tarifa.
Na comunidade de Gameleira, a moradora Solange Serejo Melo que também reclama do abastecimento d’água, classifica como precário o sinal para celular, as consultas médicas prestadas prestada apenas uma vez por semana, além do comprometimento das instalações físicas do posto de saúde.
Há um ano, Maria de Fátima Ferreira Diniz relembra que várias mães foram enganadas por um casal que lhes assegurava recebimento de um salário mensal, via Governo Federal, após pagarem taxas referentes a uma falsa inscrição. “Fomos enganados. Queremos ajuda do Ministério Público para reavermos nosso dinheiro e a cópia dos nossos documentos”, revelou.
Ciente dos problemas enfrentados pela população de Bacabeira, a promotora de Justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça, elencou as ações adotadas para solucionar os problemas existentes. “Atendemos a comunidade, participamos de audiências, e procuramos interagir diretamente com a administração municipal que tem procurado nos atender, mas é necessário o envolvimento de todos.
Ainda existem graves problemas que precisam ser enfrentados como o avanço do consumo de Crack e as questões fundiárias que esbarram no entrave político, e isso dificulta o nosso trabalho”, informou.
O prefeito, Venâncio Correia Filho,reconheceu as carências apontadas pela comunidade na audiência pública. Mas, assegurou que tenta sanar os problemas de Bacabeira. Ele cita que existem situações com entraves jurídicos que demandam mais tempo para resolver.
Redação: Vânia Rodrigues CCOM-MPMA