O promotor de Justiça da Comarca de Grajaú, Fábio Henrique Meirelles Mendes, ajuizou nesta quinta-feira, 11, representação requerendo a apreensão de armas, munições e explosivos existentes na Reserva Indígena Canabrava.
Na representação, o promotor ressalta a ocorrência, no último domingo, 7, do conflito armado que feriu o delegado regional de Barra do Corda, Edmar Gomes Cavalcante, após o bloqueio, por índios da tribo Canabrava, de trechos da rodovia BR-236 entre os municípios de Barra Corda e Grajaú.
Fábio Meirelles argumenta também que as armas existentes na reserva fomentam a ocorrência de diversos crimes, entre eles, roubos e assaltos a ônibus que passam por dentro da reserva. Ele ressalta no documento a “existência de diversos mandados de prisão em desfavor de moradores da Reserva, por diversos crimes lá cometidos com emprego de armas de fogo”.
Negociação
Na quarta-feira, 10, o promotor obteve, por meio de negociação, o desbloqueio dos trechos da rodovia obstruídos pelos caminhoneiros em represália à interdição feita pelos Índios Canabrava.