

A promotora de Justiça Maria da Glória Mafra, titular da 28ª Promotoria Criminal e presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas, participou nesta sexta-feira, 15, de reunião de trabalho, na Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), para discutir o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras drogas. O evento foi solicitado pelo Conselho, que buscou a parceria da Famem.
Lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do decreto 7.179, o plano tem o objetivo de atuar na prevenção do uso, no tratamento e na reinserção social de usuários e no enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas. Para esse fim foi disponibilizado um orçamento da ordem de R$ 410 milhões.
Na palestra que proferiu a prefeitos e técnicos das áreas de saúde e de assistência social dos municípios maranhenses, a promotora Glória Mafra discorreu sobre os dados do problema, evidenciando o crescimento alarmante do consumo de crack em todo o país nos últimos anos, e as ações previstas no plano para o combate ao uso e para o tratamento dos usuários.
“Há mais de 20 anos existe a Cracolândia, em São Paulo, e nada foi feito. Agora, que o crack, que antes era consumido por pobres, está matando os filhos da classe média, tem-se uma preocupação maior, tanto do Governo como da imprensa”, denunciou.
De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, o número de usuários de crack que era de 380 mil, em 2005, subiu para 600 mil atualmente, espalhando-se por diversas classes sociais. Além disso, o consumo deixou de ser restrito basicamente a São Paulo, para atingir todo o Brasil, inclusive as pequenas cidades.
A presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas conclamou todos os gestores e técnicos presentes ao evento da Famem a concentrarem esforços na implementação de projetos que visem combater o crack e outras drogas. “O problema é gravíssimo e devemos todos fazer um pacto pela vida”, convocou.
Glória Mafra informou ainda que, no próximo dia 22, estará em São Luís o coordenador nacional de Subvenção Social da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Manoel Teles de Menezes, para orientar os técnicos municipais acerca dos procedimentos de transferência de recursos financeiros públicos para instituições privadas e públicas que tenham projetos que se insiram na política de enfrentamento ao crack.