
As Promotorias de Justiça de São José de Ribamar realizaram, nesta sexta-feira, 6, uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. O evento reuniu membros e servidores da instituição para um momento de debate sobre o papel da mulher na sociedade e a importância do respeito mútuo no ambiente de trabalho.
Duas palestras marcaram a atividade: a primeira, destinada exclusivamente a homens, foi ministrada pelo psicólogo Eliandro Araújo, que enfocou “O comportamento masculino no trato com a feminilidade: orientações práticas para o ambiente de trabalho”; a segunda palestra, proferida pela promotora de justiça Sandra Garcia, abordou o tema “Mulher: a força que move e transforma”. Desta participaram homens e mulheres, servidores e terceirizados da instituição.

Na abertura, o promotor de justiça José Márcio Maia Alves, diretor das Promotorias de São José de Ribamar, deu as boas-vindas aos participantes, enfatizou a relevância da temática para o fortalecimento institucional e compartilhou reflexões pessoais sobre a importância de validar as demandas femininas. Para o promotor, o refinamento das relações começa na atenção aos detalhes que muitas vezes passam despercebidos pelos homens.
Masculinidade Madura e Equidade no Trabalho

Voltada especificamente ao público masculino, a palestra conduzida por Eliandro Araújo, que é analista do quadro de servidores do Ministério Público do Maranhão (MPMA), teve como foco a sensibilização para a equidade de gênero. A atividade serviu como uma ferramenta de orientação prática para que os homens identifiquem e corrijam condutas que comprometem o respeito e a valorização plena das servidoras e promotoras de justiça.
Segundo Eliandro, o objetivo foi promover uma “masculinidade madura”, na qual o homem atenta para nuances que podem desvalorizar colegas mulheres. O palestrante sugeriu práticas para que homens e mulheres trabalhem em um ambiente de respeito, maturidade emocional e profissionalismo. “Tais condutas devem ser baseadas no respeito, ética profissional, maturidade emocional e inteligência social”, sugeriu.
O psicólogo também apontou exemplos de frases comuns no ambiente corporativo, que devem ser evitadas pelos homens quando se dirigirem às mulheres, porque escondem preconceitos. Entre as quais, estão as que rotulam mulheres como “muito emotivas” para deslegitimar suas posições. “Você está muito bonita hoje (‘isso é um elogio ou uma distração da competência profissional?); deixa que eu resolvo isso pra você (‘é ajuda ou suposição de incapacidade?’); ela é boa, mas muito sensível (‘pode significar que ela não deveria ocupar espaços de decisão’)”, acrescentou.
A Força que Transforma

Encerrando o ciclo de palestras, a promotora de justiça Sandra Garcia, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência de Gênero (CAO-Mulher), abordou o tema “Mulher: a força que move e transforma”. A apresentação reforçou a trajetória histórica de conquistas e a potência da atuação feminina nos espaços de decisão e no Ministério Público.
Dentre os exemplos apresentados, Sandra Garcia relembrou a conquista do voto feminino no Brasil, em 1932, e a Lei do Divórcio, de 1977. “Foram conquistas que vieram pela mobilização das mulheres. A igualdade entre os gêneros, ou seja, entre homens e mulheres, infelizmente, ainda não chegou. Por isso, o público feminino vai continuar nessa luta e mobilização em todos os espaços”.
A palestrante também falou sobre a violência doméstica contra a mulher, assédio sexual e moral e o combate ao feminicídio no Maranhão, por meio de ações preventivas adotadas pelo MPMA em parceria com instituições do sistema de justiça e de segurança pública. Como exemplo dessas ações, ela citou a concessão de medidas protetivas de urgência, palestras e campanhas educativas e a implantação da Patrulha Maria da Penha nos municípios maranhenses.

Redação e fotos: CCOM-MPMA