A autora prefere ser chamada de artesã devido à utilização de técnicas de produção manual com o auxílio de ferramentas. O processo criativo tem início com a análise de materiais que não teriam mais uso e, muitas vezes, foram descartados. “Ao olhar um material, imagino como adaptá-lo e dar um novo sentido”, explicou.
Na exposição, foram usadas garrafas, portas de guarda-roupas e cômodas, placas, fitas, fios, latas de refrigerante, pedaços de madeira, pneus, cipó, papel toalha, rolos de papel higiênico e até o miolo de uma máquina de lavar roupa.
Ellen Hague começou a estudar, de forma autodidata, sobre a reutilização de materiais quando voltou ao Brasil, em outubro de 2004, e seguiu fazendo experimentações com peças de objetos recolhidos na rua ou que recebia de doações. Mas foi apenas há três anos que a artesã, nascida no Ceará e criada no Maranhão, graduada em Relações Públicas pela UFMA, começou a produzir.
Atualmente, o tempo de Hague é dividido entre o trabalho como tradutora e a produção artesanal. “A produção das peças é um momento de relaxamento e inspiração”, afirmou.
Todas as obras estão à venda. A exposição fica em cartaz até a próxima sexta-feira, 8 de junho.
A artista pode ser contatada pelo telefone/whatssap 98 991320730 e e-mail ewjhague@gmail.com.
Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)
Fotos: Francisco Colombo (CCOM-MPMA)