Foram julgados, nesta quinta-feira, 8, pela 4ª Vara do Tribunal do Júri, Edvaldo Gomes Rodrigues Júnior, conhecido por Edizinho, e Huxley Sodré Carvalho, conhecido por Spoca, ambos faziam parte da conhecida Gangue da Proab que agia no Anjo da Guarda, então ligada à facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão).
O julgamento estendeu-se até as 23h e os acusados foram condenados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e dissimulação) às penas de 28 e 30 anos, respectivamente.
A vítima foi Carlos Augusto Soares Barros, conhecido por Soraque, morto em sua própria casa na Rua Bom Sucesso, Anjo da Guarda, na madrugada de 3 de abril de 2014.
A vítima havia se mudado para a residência na tarde do dia 2 de abril, ou seja, menos de 12 horas antes de morrer e foi morto simplesmente porque os integrantes da Gangue da Proab, então liderados por Edizinho, descobriram que ela havia cumprido pena no setor ligado ao Bonde dos 40.
Após assassinarem barbaramente a vítima, os acusados e dois outros comparsas tentaram invadir a casa vizinha porque perceberam que seus moradores viram o crime e queriam eliminá-los para evitar testemunhas. Esses moradores mudaram-se do local por medo de serem mortos, mas foram testemunhas fundamentais para a condenação dos acusados.
Na defesa de Edizinho, atuou o advogado Ítalo Gustavo Leite e na defesa de Spoca, o defensor público Adriano Jorge Campos. Pelo Ministério Público, atuou o promotor de justiça Samaroni de Sousa Maia.
FALSO TESTEMUNHO
Durante o julgamento, a testemunha de defesa de Edvaldo, Walbert Ferreira de Sousa, que é administrador de empresa e guarda civil da cidade de Sorocaba (SP), prestou testemunho declarando que o acusado estava em São Paulo na data do crime, trabalhando em sua empresa. Submetido à quesitação por falso testemunho, ele foi preso em flagrante, após o Conselho de Sentença votar favorável ao pedido do Ministério Público.
As defesas de ambos os acusados recorreram em plenário da condenação. Eles já estavam presos e continuaram presos.
Em agosto de 2017, Edvaldo já havia sido condenado na 4ª Vara do Tribunal do Júri por tentativa de homicídio, constrangimento ilegal e roubo.
Redação: CCOM-MPMA