
O Ministério Público do Maranhão, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís, realizou, na tarde desta quarta-feira, 18, na Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, uma roda de conversa com o tema “A mulher na contemporaneidade”. A atividade faz parte do Grupo Reflexivo de Mulheres, composto por participantes que têm medidas protetivas em favor delas, convidadas ou interessadas na atividade.

A temática foi apresentada pelas psicólogas Rogener Almeida Santos e Eugênia de Azevedo Neves. Também participaram da atividade a promotora de justiça Selma Regina Martins e a servidora Mônica Nascimento, que coordena os grupos reflexivos do MPMA.
As participantes debateram sobre identidades, autocuidado, representação social, conquistas femininas, autonomia financeira, violência doméstica, feminicídio, sobrecarga de trabalho e estratégias para enfrentar os desafios cotidianos. Elas trocaram experiências e receberam orientações sobre qualidade de vida.

“Chegamos ao momento também de questionar a gestão dessas conquistas que o século XXI nos possibilita e cada mulher aqui é convidada a fazer uma leitura do seu posicionamento diante de tudo isso, na vida real, na vida completa dela”, refletiu Rogener Almeida. Ela é pós-doutora em Psicologia Social pela Universidade Kennedy, na Argentina.
No mesmo sentido, Eugênia de Azevedo destacou que, durante as ondas do feminismo, se desenvolveu uma luta contra o silenciamento da mulher. “A libido feminina era voltada para o lar, para a posição de mãe. E hoje é voltada para o social, para múltiplas funções”. Ela é mestre em Psicanálise também pela Universidade Kennedy e atuou como promotora de justiça e juíza antes de se tornar psicóloga.
ESPAÇO DE REFLEXÃO
Os grupos reflexivos foram iniciados, no MPMA, em 2020. Desde 2023, a participação nos encontros foi ampliada ao público feminino em geral e não apenas a mulheres vítimas de violência.
As reuniões são espaços de acolhimento, nos quais as participantes dialogam sobre temas como direitos, violência de gênero e empoderamento, auxiliando-as a se reconhecerem como agentes de mudança pessoal e social.
Redação e fotos: CCOM-MPMA