
O uso adequado dos termos jurídicos e a uniformização das palavras empregadas na tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), nos eventos e cursos realizados no MPMA, foram abordados nesta terça-feira, 31, na oficina “Ministério Público para Intérpretes”. O treinamento, realizado na sede da Escola Superior, no Centro Cultural, em São Luís, reuniu profissionais que atuam na instituição e tem o objetivo de garantir a acessibilidade comunicacional plena para pessoas com deficiência auditiva.
A tradutora Claudileide Costa participou da oficina e aprovou a iniciativa. “É uma oportunidade de aprimorar o nosso trabalho. Somos um grupo de profissionais que trabalham no Ministério Público e precisamos conhecer os termos técnicos que são utilizados aqui para fazer a interpretação mais adequada”.
Márcio Roberto Neves, que trabalha como intérprete de Libras há 14 anos e atua na área jurídica há dois anos e meio, também enfatizou a importância da capacitação contínua dos profissionais. “Essa oficina é bastante importante para nós, pois existem termos específicos e precisamos aprender para fazer traduzir corretamente”.


A diretora da Escola Superior do MPMA, Karla Adriana Vieira, lembrou que, no primeiro módulo, foram abordados temas como cidadania, tribunal do júri, programa memória institucional e direitos humanos. “Espero que esse treinamento possa ajudar todos vocês nessa tradução tão importante dos conteúdos do Ministério Público. Desejo o máximo de proveito”.
O diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais (Secinst), José Márcio Maia Alves, ministrou a primeira parte da oficina e apresentou as terminologias relacionadas a direitos difusos e coletivos. “É importante que nós capacitemos cada vez mais nossos intérpretes de Libras para que entendam o vocabulário afeto à atuação do Ministério Público e assim na hora da tradução seja compreendido pela plateia”.
O treinamento contou, ainda, com a apresentação dos promotores de justiça Érica Éllen Beckman da Silva (Promotoria de Justiça de Morros e membro do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Direito à Educação) e Márcio Thadeu Silva Marques (Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís). Eles abordaram, respectivamente, terminologias relacionadas à educação e à infância e juventude.
Redação e fotos: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)