Promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em parceria com o Ministério Público e outras instituições, o evento é destinado aos profissionais da educação da rede pública de ensino, que irão participar de palestras, debates e mesas redondas sobre as práticas pedagógicas na área da educação especial.
Na abertura da semana, os estudantes do Centro de Ensino de Educação Especial (CEEE) Helena Antipoff apresentaram números de dança de ritmos maranhenses, com o tema Ritmo Brasil Inclusivo.
Em seguida, representantes das instituições parceiras manifestaram-se para destacar a importância da Semana no fortalecimento das lutas das pessoas com deficiência.
Integrante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (CEPD), Liane Sousa, narrou sua história em defesa da inclusão do filho, de 31 anos, com paralisia cerebral. “A pessoa com deficiência voa se derem condições para ela”, declarou.
Para a promotora de justiça Gabriele Gadelha, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência do MPMA, a semana é mais uma oportunidade para que todas as pessoas possam mudar seus pontos de vista em relação às pessoas com deficiência, eliminando os preconceitos. “A pior das barreiras enfrentadas é a atitudinal. Dificuldade em diversas situações cada um de nós vamos ter, seja para trocar o pneu de um carro, com o uso de celular, para resolver um problema de matemática. Precisamos ter um olhar inclusivo em relação às pessoas com deficiência e mudar nossa percepção sobre elas”, defendeu.
Do MPMA, também esteve presente a promotora de justiça Maria Luciane Lisboa Belo, da 2ª Promotoria de Justiça da Educação de São Luís.
PALESTRA
Rosane Ferreira, supervisora de Educação Especial da Seduc, fez a apresentação da palestrante do evento, a professora doutora Rita de Cássia Paiva Magalhães, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com especialização e pesquisa na área de educação especial, ela proferiu a palestra magna sobre o tema “Educação Inclusiva: o desafio é assegurar o direito de aprender”.
A palestrante listou os desafios, sobretudo dos sistemas de ensino, para manter alguns avanços obtidos na inclusão das pessoas com deficiência e evitar retrocessos, superando a exclusão escolar. Rita de Cássia Magalhães criticou a escola tradicional por ser segregadora, proporcionar limitadas respostas educativas e não atender às necessidades individuais dos alunos. “O que se busca é uma perspectiva inclusiva, que assegure o direito à escolarização, amplie as respostas educativas e que seja um espaço de heterogeneidade e diversidade”, sugeriu.
ADEQUANDO CURRÍCULOS
A programação da VII Semana da Pessoa com Deficiência segue nesta terça-feira, 24, às 15h, com o lançamento do projeto” Adequando currículos”, pela promotora de justiça Gabriele Gadelha, que objetiva a promoção das adequações curriculares nas escolas da rede pública de ensino, e a apresentação do projeto “LBI na escola” pelo diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais, promotor de justiça Marco Antonio Santos Amorim.
Redação: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)
Fotos: Jefferson Aires (CCOM-MPMA)