



A procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (Caop/IJ), Themis Maria Pacheco de Carvalho, e o promotor de Justiça Gladston Fernandes de Araújo, que responde pela 2ª Promotoria Especializada em Infância e Juventude, visitaram as instalações do Centro de Juventude Esperança (CJE), na Maiobinha, nesta quarta-feira, 29.
Na ocasião, os membros do Ministério Público do Maranhão conheceram as instalações físicas e o trabalho de ressocialização dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. O histórico de fugas na unidade também foi tratado na visita.
Atualmente, o CJE abriga 50 adolescentes, mas a unidade tem capacidade para receber 40. O espaço é monitorado por apenas dois policiais militares. As instalações incluem as quatro alas de alojamento, escola, administração, quadra poliesportiva.
A diretoria do CJE informou que os maiores problemas são a fragilidade da estrutura do prédio, a ociosidade dos adolescentes reclusos e as constantes rixas entre os internos. “Eles se revoltam sempre que chega um adolescente de um determinado grupo e não é colocado na ala de seus aliados”, explicou um dos monitores, que durante a inspeção do MPMA tentava controlar o ânimo de quatro internos que tentavam se rebelar.
Outro grave problema apontado é a concentração dos adolescentes na única unidade de regime fechado do estado. Além de acolher os adolescentes em conflito com a lei de São Luís, são enviados para o CJE, jovens de Imperatriz, Caxias, Timon, Coroatá, João Lisboa, Açailândia e demais municípios maranhenses. “Se tivéssemos unidades em pontos estratégicos do estado, melhoraria o atendimento a esses garotos”, opinou a coordenadora do Caop/IJ, Themis Pacheco.
Profissionalização
Dois cursos profissionalizantes são oferecidos para os internos: bombeiro hidráulico e padeiro/confeiteiro. Somente quatro adolescentes participam dessas atividades.
Além de conversar com a direção da Unidade, o promotor e a procuradora também conversaram com o defensor público que atende os adolescentes do CJE. Segundo o promotor Gladston Araújo, a visita foi para “ter um retrato do sistema”. “Temos que conhecer bem a realidade que eles estão para tentar mudar esse quadro”, opinou.