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Escolas da zona rural são vistoriadas pelo Ministério Público

Publicado em 30/04/2010 11:59 - Última atualização em 03/02/2022 16:45

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Apresentando graves irregularidades físicas, as Unidades de Ensino Básico Santo Antônio e Castelinho (localizadas no Cruzeiro Santa Bárbara), e a Escola Maria Dinorá, situada no Tibiri, foram vistoriadas na manhã de sexta-feira, 30, pela Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação. Técnicos da Vigilância Sanitária Municipal acompanharam a inspeção. A ação foi mais uma atividade da Campanha Escola para todos – compromisso do Ministério Público e da sociedade.

Todas as três escolas pertencem à rede municipal de ensino. De acordo com o promotor de Justiça da Educação Paulo Silvestre Avelar Silva, as unidades tinham sido visitadas recentemente pelos monitores da campanha, que constataram a necessidade de ações emergenciais. “Não podíamos esperar o final da campanha para tomar as providências necessárias. Daí, resolvemos confirmar as irregularidades”, afirmou Paulo Avelar.

O promotor de Justiça informou que logo após a entrega dos laudos da Vigilância Sanitária tomará as medidas judiciais cabíveis.

MAU CHEIRO
Entre as escolas vistoriadas na manhã de sexta-feira, a Unidade de Ensino Básico Santo Antônio é a que, aparentemente, apresenta mais problemas. Nela estudam aproximadamente 357 alunos, divididos nos turnos matutino e vespertino. Sete salas existem no pequeno prédio.

Além da deficiência estrutural, o problema mais evidente na UEB Santo Antônio é o mau cheiro. Oriundo do banheiro e da caixa de gordura, o fedor incomoda diariamente alunos e professores. Os corredores estão repletos de carteiras e armários velhos inutilizados. Além disso, lixo e mato se acumulam no entorno do prédio. Também falta água constantemente.

“Quando chove, o mau cheiro fica insuportável. O mesmo acontece quando falta água. As crianças sofrem muito com esta situação”, contou uma professora que não quis ser identificada.

Já a professora Ana Rosa informou que falta material didático para o trabalho das profissionais. Ela também reclamou da estrutura. “Na verdade esta escola nunca foi concluída”.

Igualmente localizada no Cruzeiro Santa Bárbara, a Unidade de Ensino Básico Castelinho está com a área externa completamente tomada pelo mato. Os professores também reclamam do calor nas salas de aula. O piso do corredor está danificado. No local, existem somente três salas, onde estudam, ao todo, 115 alunos, divididos em seis turmas.

O mau cheiro provocado por uma criação de porcos numa casa vizinha da pequena Escola Maria Dinorá (anexo da UEB Salomão Fiquene), no Tibiri, incomoda muito os alunos e professores. No local, estudam 135 crianças, divididas em seis turmas.

A coordenadora da escola Marinilde Rodrigues reclamou que não há espaço suficiente para o número de estudantes e que muitas vezes o fedor é insuportável. “Dá para observar que a estrutura física não corresponde a de uma unidade de ensino”.

O anexo Escola Maria Dinorá está instalado, de forma improvisada, no prédio do Clube de Mães Fraternidade Rio do Meio.

INSPEÇÕES
Desde o dia 7 de abril o Ministério Público do Maranhão começou os trabalhos de vistoria para diagnosticar as condições físicas e pedagógicas de todas as escolas da rede pública estadual e municipal de São Luís. Até o momento, aproximadamente, 120 unidades foram visitadas pelos monitores – estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) – treinados pelo MP e pela Vigilância Sanitária. O período de inspeção deverá ser concluído em 26 de maio.

“Iremos traçar uma radiografia mais precisa de toda a situação das escolas, para então tomar as providências junto ao estado e ao município de São Luís”, confirmou Paulo Avelar.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM – MPMA)