Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta segunda-feira, a procuradora-geral de Justiça, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, condenou as atitudes dos policiais militares que espancaram brutalmente o promotor de Justiça Zanony Passos Silva Filho, titular da 4ª Promotoria de Investigação Criminal da Capital, após incidente ocorrido na noite do sábado, dia 21, em uma churrascaria localizada na Curva do Noventa, no bairro do Vinhais.
Fátima Travassos ponderou que, ainda que o promotor de justiça tivesse se alterado durante a confusão – o caso está sendo investigado pela Corregedoria do Ministério Público –, nada justificaria atitude tão violenta. “No mínimo, os policiais se excederam. Tenho certeza de que a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública irão tomar providências para investigar e punir os envolvidos”, afirmou.
Presente à coletiva, Zanony Passos, que pediu à imprensa para não ser filmado e nem fotografado, fez questão de mostrar as marcas do espancamento em todo o corpo. Com olhos bastante inchados e roxos e escoriações no tórax e nas costas, consequências dos golpes de cassetete e de chutes desferidos pelos oito policiais militares que o agrediram mesmo estando algemado, o membro do Ministério Público pediu respeito, sobretudo à sua condição de cidadão. “Isso poderia acontecer com qualquer um”, protestou.