O Ministério Público do Maranhão participou, na última terça-feira, 29, na Defensoria Público do Estado, da programação alusiva ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, promovida pelo Fórum Estadual de ONGs LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis). A promotora de justiça Maria da Glória Silva Mafra representou a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha.
A roda de conversa teve como objetivo buscar a implantação de uma agenda de ações afirmativas de combate ao preconceito, violência e discriminação contra o movimento trans. Representantes de diversos órgãos estaduais e municipais, bem como da sociedade civil participaram do debate, cujo tema foi “Dialogando sobre as estratégias políticas para implantação de uma agenda de ações afirmativas para as travestis e transexuais”.
De acordo com o coordenador do Grupo Gayvota, Ayrton Ferreira, o Dia da Visibilidade Trans nasceu em 2004, a partir da necessidade de estabelecimento de uma política de Estado em favor do movimento trans, que não fique restrito a ações isoladas e pontuais. Em 2013, o dia também foi marcado pela distribuição de material educativo nas avenidas com maior concentração de transexuais em São Luís.
O coordenador também apresentou dados de um levantamento realizado pelo Disque 100, na Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, que mostram que 1.202 travestis foram assassinados no Brasil entre 1985 e 2013.
Redação: CCOM-MPMA com informações da Ascom-DPE/MA