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SÃO LUÍS – Problemas da Santa Efigênia e comunidades adjacentes são discutidos com Ouvidoria do MPMA

Publicado em 18/06/2013 10:25 - Última atualização em 04/02/2022 19:58

Ouvidoria 01Ouvidoria 03Ouvidoria 04Ouvidoria 02Os moradores e lideranças comunitárias da Santa Efigênia, Vila Zenir, Vila Geniparana, Recanto dos Pássaros, Recanto dos Signos, Cidade Operária, Jardim América e Jardim Orquídea participaram nesta segunda-feira, 17, na sede da Associação dos Moradores da Santa Efigênia, com a equipe da Ouvidoria do Ministério Público do Maranhão. O objetivo foi apresentar os serviços oferecidos pela instituição e ouvir as demandas da comunidade, buscando soluções em conjunto com a Promotoria Comunitária Itinerante.

A ouvidora-geral do MPMA, procuradora de justiça Mariléa Campos dos Santos Costa, apresentou a equipe de servidores e explicou que, ao receber qualquer reclamação, denúncia ou manifestação, o caso é encaminhado à Promotoria de Justiça com atribuição correspondente, aos demais órgãos públicos ou setores competentes.

“É importante que o cidadão registre sua demanda para que possamos tomar as medidas cabíveis”, informou a ouvidora. As denúncias podem ser feitas por e-mail, telefone, via postal ou pessoalmente na sede da Ouvidoria do MPMA, na Procuradoria Geral de Justiça (Rua Oswaldo Cruz, 1.396 – Centro).

A presidente da Associação dos Moradores do Recanto dos Signos, Elizabeth Costa, reclamou da falta de segurança, violência e falta de infraestrutura. “Pedimos o apoio do Ministério Público. Precisamos de asfalto e nossa comunidade está completamente abandonada”.

A moradora da Cidade Operária, Neusa Ribeiro, enfatizou que a falta de espaços de lazer e as péssimas instalações das escolas contribuem para o aumento da violência. “Sem acesso à educação de qualidade, os jovens ficam vulneráveis à violência.”

Para Gilcilene Barbosa, moradora da Vila Zenir há 18 anos, não existe apenas uma questão prioritária, mas uma série de problemas que necessitam de urgente intervenção: educação, saúde, saneamento básico e infraestrutura.

“A juventude está se perdendo para as drogas pela ausência do Estado”. Na opinião da moradora, a exclusão social é generalizada e inclui a falta de atendimento de saúde. Ela denuncia também que a falta de infraestrutura, de pavimentação e escoamento expõe os moradores a condições subumanas. “Vivemos no meio do mato, da lama e do esgoto. Me sinto ferida na minha dignidade como ser humano”.

Após ouvir as denúncias, a procuradora Mariléa Costa se comprometeu a levar todas as reclamações adiante e buscar respostas para os problemas apresentados. Segundo a ouvidora, normalmente, a resolução dos problemas é obtida a partir de parcerias com outros órgãos e instituiçoes. “O meu compromisso é contribuir para que estes problemas sejam minimizados ou resolvidos”.

Redação e fotos: Johelton Gomes (CCOM – MPMA)