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Aberto na PGJ curso de gestão por competências

Publicado em 29/11/2016 09:45 - Última atualização em 04/02/2022 15:33

PúblicoMaria Julia Dr Gonzaga Dr Gonzaga e Dra Ana TeresaPromovido pela Escola Superior do Ministério Público do Maranhão (ESMP) e destinado a membros e servidores, o curso “Gestão por Competências: fundamentos e principais conceitos” foi aberto, na manhã desta segunda-feira, 28, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça.

Ministrada pela psicóloga Maria Júlia Pantoja, que tem formação na área organizacional, a oficina prossegue até quarta-feira, 30, e tem o objetivo de iniciar a implementação do referido modelo de gestão no MPMA.

O treinamento foi aberto pelo procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, que saudou o público presente e ressaltou a necessidade de promover permanentemente a profissionalização no serviço público. “Nós temos que evoluir. Não há espaço mais para o improviso”.

O procurador-geral acrescentou que um dos caminhos para melhorar o desempenho de uma instituição é saber identificar as competências do profissional, colocando-o no setor certo para desempenhar uma função que tenha habilidade e conhecimento. “Precisamos de membros e servidores cada vez mais competentes e vestindo a camisa da instituição”.

A diretora da ESMP, promotora de justiça Ana Teresa Silva de Freitas, igualmente deu as boas-vindas aos presentes, agradeceu o apoio da administração superior e apresentou o currículo da professora ministrante do curso. “Tenho certeza que serão dias de muito proveito para todos nós”, assegurou Ana Teresa, referindo-se à importância e à competência da palestrante.

MODERNIZAÇÃO

Ressaltando a sua satisfação em retornar ao Maranhão e citando uma frase de Freud, “feliz é o homem que ama e que trabalha”, a mestre/doutora Maria Júlia Pantoja iniciou o curso, explicando a necessidade de desenvolvimento das potencialidades humanas. “Quando conseguimos entender este processo chamado vida e conseguimos melhorar os resultados, atendemos as nossas necessidades e as de nossa organização”.

A professora acrescentou que o modelo de gestão por competências – tema que começou a ser discutido no âmbito do serviço público brasileiro por volta de 2009 – já é uma realidade em algumas instituições e órgãos públicos do país. “Temos que fazer mais com menos, porque os recursos deverão ficar mais escassos e a sociedade está cada vez mais exigente, cobrando transparência, eficiência e eficácia nos serviços oferecidos”, afirmou.

Ela informou que muitos cargos comissionados de funções gerenciais do Executivo Federal, por exemplo, foram extintos e outros foram ocupados por servidores concursados por meio de edital de seleção, com amplas transparência e concorrência. “Estamos pela primeira vez instituindo, de fato, uma cultura meritocrática no Brasil”.

Maria Júlia Pantoja também alertou que a instituição pública que não se modernizar corre o risco de desaparecer. “É necessário o investimento em instrução, com programas de aprimoramento e formação gerencial continuada. Quem fizer isso melhor e mais rapidamente, vai sair na frente”.

A palestrante citou o Banco do Brasil como exemplo de órgão público que implementou o modelo de gestão por competências, por meio de investimento em formação dos servidores, e obteve resultados muito positivos. Um dos reconhecimentos foi a conquista do prêmio de melhor universidade corporativa do mundo. Além disso, a instituição financeira brasileira evitou a privatização.

RESULTADOS

Como introdução do conteúdo programático do curso, a professora apresentou o tópico “A gestão por competências no contexto da administração pública”, que é dividido em três questões: a exigência da sociedade pela eficiência e efetividade, o que exige um modelo de gestão orientado para o alcance de resultado; a necessidade de modernização dos modelos de gestão e da estrutura normativa, organizacional e pessoal, e, por último, a necessidade de alinhar as competências dos servidores necessárias à consecução da estratégia organizacional e ao alcance dos resultados.

Não podemos mais pensar que não é possível implementar a estratégia de alcance de resultados na esfera pública”, concluiu.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)

Fotos: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)