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DOM PEDRO – MPMA aciona Cemar para regularizar fornecimento no município

Publicado em 16/08/2013 14:10 - Última atualização em 03/02/2022 17:15

Promotor requer providências e solicita pagamento de R$ 10 milhões a título de danos morais coletivos aos consumidores

Fachada da Promotoria de Dom PedroA instabilidade do fornecimento de energia elétrica no município de Dom Pedro (a 255 km de São Luís) motivou o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar Ação Civil Pública Com Pedido de Antecipação de Tutela contra a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), requerendo a tomada, em 30 dias, de providências para resolver os frequentes problemas ocorridos no município, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Para garantir a efetividade, as providências devem ser acompanhadas por um técnico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na ação ajuizada, em 23 de julho deste ano, o titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dom Pedro, Luis Eduardo Souza e Silva, também solicita que a Cemar seja condenada ao pagamento de R$ 10 milhões, em decorrência dos danos morais causados aos 22.681 habitantes do município.

116

Na ação, o promotor de justiça Luis Eduardo Souza e Silva relata diversos episódios em que a interrupção do fornecimento de energia elétrica e/ou a ocorrência de picos de energia acarretaram a queima de aparelhos eletrônicos no município.

Também descreve que estabelecimentos que manipulam alimentos perecíveis, como restaurantes, hotéis, panificadoras, supermercados e mercados, geralmente têm prejuízos variados devido às quedas de energia elétrica no município. Ele conta que na própria sede do MPMA na Comarca já houve a queima de equipamentos em decorrência da oscilação e da sobrecarga na rede elétrica em Dom Pedro.

“Numa tentativa de solucionar o problema, em uma das reuniões com representantes da Cemar, uma das funcionárias da empresa me recomendou ligar ao Serviço de Atendimento ao Consumidor, o 116”, revela o promotor de justiça.

Na manifestação do MPMA, Luis Eduardo Souza e Silva pede que a Cemar também seja condenada ao pagamento de custas processuais e de valor a ser estipulado e destinado ao Fundo Municipal dos Direitos do Consumidor de Dom Pedro.

Redação: Adriano Rodrigues (CCOM–MPMA)