






“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no futuro, os mesmos erros do passado”. Citando a conhecida expressão, atribuída à historiadora Helena Pignatari, a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, reafirmou o seu compromisso com a preservação da história da instituição que chefia, na inauguração da nova sede do Memorial do Ministério Público do Maranhão, no início da noite de sexta-feira, 9.
O prédio de dois pavimentos está situado na Rua Milton Prado (conhecida como Montanha Russa), nº 53, no Centro de São Luís. O espaço está aberto para visitação pública, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Lá também está funcionando a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, que tem como titular a promotora de justiça Lítia Cavalcante.
Da solenidade participaram promotores e procuradores de justiça, inclusive aposentados, desembargadores, secretários estaduais e servidores do Ministério Público. Na abertura do evento, a Banda de Música da Polícia Militar do Maranhão fez a execução do Hino Nacional. Ao longo de toda a programação a música esteve presente, com a participação dos violinistas Manoel Mota e Neilan Saelle, da Escola de Música do Maranhão.
Da sacada do prédio o ator Domingos Tourinho apresentou trechos do histórico processo em que o promotor público Celso Magalhães, patrono do Ministério Público do Maranhão, denunciou a Baronesa de Grajaú, no ano de 1877, pelo assassinato de um menino escravo de nome Inocêncio. O artista fez, ainda, outras participações interpretando fragmentos de obras da produção literária de Celso Magalhães.
O artista plástico Rogério Berredo participou da programação caracterizado como patrono do Ministério Público.
Em seu discurso, a procuradora-geral traçou uma breve trajetória do Memorial do Ministério Público, criado em 2004, como parte do Programa Memória Institucional do MPMA, enaltecendo as peças históricas que compõem o acervo da casa, como os autos originais do processo contra a Baronesa de Grajaú, obras de arte, mobília, vestimentas talares e fotografias.
“Resguardar a nossa memória institucional é fundamental para esta e para as próximas gerações. A preservação das relíquias que aqui estão ajudam não só a recontar a nossa história, mas também nos faz refletir sobre a importância e a grandeza de nossa missão social, tendo como inspiração nossos antepassados que a exerceram com bravura e nos servem de exemplos para serem seguidos”, disse Regina Rocha. Ao final, ela destacou a contribuição de membros e servidores que,desde o surgimento do memorial, trabalham para zelar pelo patrimônio.
O coordenador do Programa Memória Institucional do MPMA, o procurador de justiça Raimundo Nonato de Carvalho Filho, parabenizou a administração geral pelo resgate do Memorial do MP, que concentra parte importante da história da instituição e do estado. Ele propôs parcerias com outras instituições para ampliar a abrangência do Programa Memória e do próprio memorial.
Raimundo Nonato também fez questão de homenagear membros e servidores que contribuíram para a história do Ministério Público e, em particular, para a preservação do patrimônio do memorial. Citou nominalmente a ex-procuradora geral de justiça Elimar Figueiredo de Almeida, primeira a ser eleita pela classe para o cargo, promotor de justiça Washington Cantanhede, que coordenou por vários anos o Programa Memória, e a servidora Maria dos Remédios Ribeiro dos Santos, coordenadora de Documentação e Biblioteca da PGJ.
ACERVO
Uma galeria das mulheres pioneiras da instituição e outra com os ouvidores-gerais do Ministério Público são novidades no acervo do memorial. Também estão expostos três novos painéis, sendo dois com passagens da história do MP e um sobre a trajetória de Celso Magalhães.
COMISSÃO
A comissão do Programa Memória Institucional do MPMA é composta pelo procurador de justiça Raimundo Nonato de Carvalho Filho, pelos promotores de justiça Washington Luiz Maciel Cantanhede, Ana Luiza Almeida Ferro e Cláudio Luiz Frazão Ribeiro, pela coordenadora de Documentação e Biblioteca da PGJ, Maria dos Remédios Ribeiro dos Santos, e pelo coordenador de Comunicação, Francisco Colombo.
Redação: José Luís Diniz (CCOM-MPMA)
Fotos: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)
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